fbpx
Karatê

Ambiciosa, Stéphani Trevisan é bronze no Chile

Atleta, que representa Piracicaba, medalha no Campeonato Pan-Americano

Stéphani Trevisan, atleta de karatê da equipe Sport Way
Stéphani Trevisan conquistou a medalha de bronze no primeiro Pan-Americano Sênior da carreira (Foto: Geraldo de Paula)

O karatê de Piracicaba mais uma vez conquistou o pódio em uma competição internacional. No Campeonato Pan-Americano Sênior de Santiago, no Chile, Stéphani Trevisan conquistou a medalha de bronze na categoria -61 kg. A competição foi realizada no último fim de semana e terminou com a seleção brasileira como vice-campeã geral. No caminho rumo ao bronze, Stéphani fez três lutas contra atletas de Peru, Venezuela e Chile. Além dela, a cidade foi representada pelo bicampeão Hernani Veríssimo, que desta vez não conseguiu medalhar. Na comissão técnica, o treinador Diego Spigolon e a fisioterapeuta Charlini Hartz acompanharam a delegação na capital chilena.

“O resultado é sinônimo de muito trabalho e esforço. O ano tem sido de muito crescimento para mim. Desde o fim de 2017, eu tenho buscado mais. Antes, fazia uma preparação física que era muito legal, mas não era específica para o karatê, e com certeza isso era algo que faltava. Junto com a minha professora Renata, decidimos procurar auxílio do Diego Spigolon para organizar minha preparação física neste ano e também ajudar com a parte técnica no que ele pudesse. Trazer um resultado novo para mim, logo em meu primeiro Pan-Americano Sênior, mostra que estou no caminho certo”, disse Stéphani.

Stéphani Trevisan conquistou a medalha de bronze em sua primeira participação no Pan-Americano Sênior

Em 2018, a atleta, que é natural de Cerquilho, representará a equipe de competição de Piracicaba. De acordo com ela, a mudança servirá para evolução tanto do ponto de vista físico quanto técnico. “É algo que tem acrescentado muito para mim, pois o Diego (Spigolon, treinador e preparador físico) tem muito conhecimento e disposição para ajudar, e eu também estou disposta a me esforçar. Somando isso, as coisas só tendem a crescer e melhorar cada vez mais”, disse a lutadora, que tem objetivos bastante ambiciosos para a temporada 2018.

“Eu quero chegar o mais longe possível. Comecei 2018 na 190ª posição no ranking mundial da minha categoria, e um dos meus objetivos era entrar no top 100. Antes do Campeonato Pan-Americano, eu ocupava a posição 111. Agora, acredito que com a conquista do bronze eu consiga entrar no top 50. Além disso, tinha o objetivo de ser campeã sul-americana, conquistar uma medalha no Campeonato Pan-Americano e conseguir minha vaga para o Campeonato Mundial. Tenho muitos objetivos para o restante de 2018 e para o próximo ano”, completou Stéphani.

FISIOTERAPIA

Ao longo do Pan, os atletas da seleção brasileira tiveram uma novidade próxima ao tatame: pela primeira vez, o grupo viajou acompanhado pela fisioterapeuta Charlini Hartz. “É um grande desafio deixar os atletas na melhor condição possível. A experiência é sempre uma felicidade pelo fato de compor a equipe técnica de uma seleção brasileira em uma competição tão importante para a modalidade. E, claro, pela satisfação de saber que o trabalho que a gente realiza lá dentro é um diferencial para que os atletas conquistem seus objetivos”, disse a fisioterapeuta, que teve muitas tarefas a realizar no Chile.

“O trabalho de fisioterapia esportiva no período de competição é muito intenso: você chega de viagem e tem a aclimatação, os treinos no início da preparação e o reconhecimento. Nesse período, o foco é na recuperação dos atletas e na resolução de alguma lesão que possa acontecer. A atenção é voltada para o aquecimento, monitoramento, prevenção e recuperação, principalmente com os atletas que lutam em dias diferentes. Além disso, gosto de trabalhar muito com análise termográfica, que é um instrumento de avaliação para monitorar como os atletas estão muscularmente em relação ao cansaço, e adotamos estratégias como as botas pneumáticas, a terapia manual e a liberação miofascial”, completou.

Voltar