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Ainda rende

*Capa: Cesar Greco/Agência Palmeiras

O clássico de domingo entre Palmeiras e Corinthians, pela final do Campeonato Paulista, no Allianz Parque, ainda rende. A questão da possível interferência interna é tema de debates em botecos, no escritório e na internet. Sem entrar no mérito da questão, o futebol brasileiro (leia-se os dirigentes que o comandam) precisa evoluir para que a lisura do jogo seja preservada. Sempre.

O esporte mais popular do país, que movimenta milhões e milhões de reais todos os anos, não pode economizar na hora de minimizar o erro. Por isso, sou favorável à implantação do árbitro de vídeo. No Brasileirão, em todos os jogos. No Campeonato Paulista, nos clássicos e em todas as partidas a partir das semifinais da competição. Se possível, a partir de 2019.

Boa ideia seria colocar ex-árbitros para a mediação por meio do vídeo. Como o trabalho não requer a parte física e sim a qualidade e experiência em arbitragem para a tomada de decisões, não é algo fora de propósito pensar nessa possibilidade. Não sei se isso é possível, mas pode ser um item a mais na busca por uma solução para a arbitragem brasileira.

Também sou a favor da profissionalização da arbitragem. Não por que esse expediente será o fim de todos os problemas. Não é isso. E sim para tentar chegar próximo do ‘erro zero’. E também para os defensores de árbitros mais preparados ‘sossegarem’ um pouco. Não aguento mais ouvir tanta choradeira, tanta desculpa para as derrapadas dos juízes de futebol.

O que esperamos é que a final do Campeonato Paulista seja um marco para a mudança. Menos gente engravatada dentro do campo de jogo e mais competência. Menos lambanças e mais agilidade. Já pensou se a moda pega em todo lance de pênalti? Não haverá mais jogo. Como a reclamação deu certo no domingo, o meu temor é que esse expediente se torne comum em nossos estádios.

O Campeonato Brasileiro inicia neste final de semana e o que todos querem é menos polêmicas e mais bola na rede. Menos erros e mais dribles e jogadas de efeito. Mais festa na arquibancada. Mais estádios cheios. O país pentacampeão merece, para que  melhor vença, de forma legítima, e sem interferência de quem não tem nada a ver com a partida.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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