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Aikidô

Aiki Kaizen expande trabalho para cidade vizinha

Desenvolvido por César Rodrigues, projeto chega a Limeira: 'Progressão clara'

César Henrique Rodrigues, aikidoca da Escola Aiki Kaizen Piracicaba
César passou um ano nos Estados Unidos treinando aikidô: experiência internacional (Foto: Líder Esportes)

Fundada em 2005, em Piracicaba, por Roney Rodrigues Filho e Luciano Van den Broek, a Escola Aiki Kaizen visa expandir o aikidô para as cidades vizinhas. Desde agosto, a arte é praticada na sede da Associação de Taekwondo de Limeira, através de uma parceria. O número é avaliado positivamente por César Henrique Rodrigues, de 26 anos, responsável pelo desenvolvimento do trabalho em Limeira. No esporte há quase 15 anos, o aikidoca vê uma progressão ‘clara’ no que diz respeito à compreensão dos valores da arte marcial de origem japonesa, concebida pelo mestre Morihei Ueshiba na primeira metade do século 20.

“O trabalho tem uma progressão muito clara. As pessoas estão entendendo o que queremos propagar, a filosofia. Os grandes nomes do aikidô dizem que há duas formas de entender a arte: o aikidô pequeno, que é só praticado dentro do tatame, ou seja, a pessoa faz o que tem que fazer, torce um braço e vai embora; e o aikidô grande, quando a conduta é a mesma independente de onde você esteja. Nós estamos conseguindo transmitir os princípios da arte”, contou.

A ideia de expandir os conhecimentos para Limeira surgiu no início deste ano. Graduado como faixa preta segundo dan, César passou um ano nos Estados Unidos treinando aikidô nas cidades de Nova Iorque e São Francisco. Em abril, ao voltar para o Brasil, a decisão foi tomada após uma conversa com Roney Rodrigues Filho, fundador da Escola Aiki Kaizen. “Na verdade, eu sempre quis dar aula. A ida para Limeira surgiu após uma conversa com o Roney. Como não tinha aikidô e poderia ser algo enriquecedor, fomos para lá. Eu voltei dos EUA e queria viver o aikidô. Em agosto começamos em Limeira, com uma estrutura muito legal”, explicou.

MENTALIDADE

Perguntado sobre como funciona, na prática, o trabalho na cidade vizinha, César ressaltou os princípios da arte. “O molde não muda muito. Nós tentamos mostrar que todos podem treinar sempre respeitando o espaço do próximo. Não queremos difundir a ideia de ganhar um do outro, o objetivo é a prática dos fundamentos do aikidô. Eu acho que toda vez que se fala e se pensa em arte marcial apenas como luta, isso acaba sendo ‘pobre’. Nós pensamos em uma família, ver o parceiro de treino como irmão, não como oponente”, completou.

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