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Aikidô

‘A saúde está em primeiro lugar, é hora de reflexão’

Com aulas suspensos, Escola Aiki Kaizen valoriza princípios da arte durante pandemia

Roney Rodrigues Filho, técnico de aikidô na Escola Aiki Kaizen
Roney Rodrigues Filho é responsável pela condução dos treinos na Escola Aiki Kaizen (Foto: Arquivo/Líder Esportes)

Seguindo as orientações do Ministério da Saúde, a Escola Aiki Kaizen de Aikidô, em Piracicaba, está com as portas fechadas, sem aulas. Criada em 2005 por Roney Antonio Rodrigues Filho e Luciano van den Broek, a instituição suspendeu as atividades no dia 20 de março. “Em primeiro lugar está a saúde dos nossos alunos, familiares e instrutores. Precisamos sair fortalecidos dessa situação. As pessoas devem se preocupar com as suas famílias e contribuir com as medidas preventivas”, afirmou Roney.

De acordo com o sensei, o atual cenário de pandemia do novo coronavírus (Covid-19) pode servir também para reflexão sobre os princípios da arte marcial japonesa. “Traduzindo ao pé da letra, aikidô significa caminho para harmonia do espírito. Vejamos que as coisas não estão ajustadas, harmoniosas, existe um desconforto geral, muitas vezes os poderes se demonstram inseguros e trocam acusações, gerando mais confusão na sociedade. É a desarmonia”, declarou.

“Nunca passamos nada semelhante, é atípico, mas a mensagem dever ser de aprendizado. Agora é a hora de testar o que o aikidô é capaz de promover para cada praticante. Tenhamos tranquilidade para resolver os nossos problemas e ajudar aqueles que têm mais dificuldades. Sempre colocamos nos treinos: trace metas que possa cumprir, esteja ciente das dificuldades. Precisamos compreender que perderemos com a crise, alguns mais, outros menos, mas temos que aceitar isso”, completou o sensei.

METODOLOGIA

Segundo Roney, a Escola Aiki Kaizen de Aikidô não realizará aulas online durante o período de isolamento social. “A instrução por vídeo é muito limitada; não consigo ajudar o aluno, entender o limite do corpo dele, se há risco de lesão. Além disso, o espaço pode não ser adequado. Estamos preocupados com as vagas nos hospitais para enfrentar o coronavírus e pensamos: como fica a situação se alguém se machuca e requer um diagnóstico médico? O aluno terá que ir ao hospital? Temos que trabalhar com todas as hipóteses”, finalizou.

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