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Opinião

A queda de braço Christofoletti x Beltrame

A queda de braço envolvendo o presidente Celso Christofoletti e o ex-presidente Luis Beltrame não é boa para o XV de Piracicaba. Repercute negativamente na imprensa, para a torcida, para o patrocinador, pois, obviamente, arranha a imagem do clube. Para mim, pouco importa quem vencerá, pois, com certeza, o maior derrotado será o próprio XV. Em ambas as gestões, trabalhei como setorista no clube. Não é fácil comandar o Alvinegro. Os dois têm seus méritos e merecem ser respeitados pela torcida. Erros e acertos existiram nas duas gestões, não é possível acertar tudo, mas, nas duas, vi mais coisas positivas do que negativas. São duas pessoas com personalidade e formas diferentes de conduzir o clube.

Desde 2013, defendo que o melhor para o XV seria os dois trabalhem juntos na diretoria executiva. Houve muita evolução nos últimos anos, dentro e fora de campo. O clube está longe da perfeição, mas está andando para frente. Se juntarmos o que houve de positivo na gestão Beltrame, com o que há na gestão Christofoletti, o XV vai ficar ainda mais forte. Não é momento de dividir, é hora de somar. Dá uma olhada nos clubes da nossa região e veja os que estão em condições melhores. O XV não está arrendado, não precisou mudar seu CNPJ, não precisou se tornar empresa, não tem dono, mantém a mesma história iniciada em 1913, não precisa mais vender feijoada.

Chega de briga. Os dois amam o clube e querem o melhor para o Alvinegro. Paula e Hortência não eram amigas, mas quando se juntavam na seleção feminina de basquete, era muito difícil vencer o Brasil. Dá para imaginar o quanto de orgulho que cada uma teve que engolir, para entender que juntas eram mais fortes ?

Para Celso e Luis trabalharem juntos na diretoria executiva, os dois teriam que ceder. Teriam que engolir o que um falou do outro. Teriam que trabalhar com pessoas que não gostam, pois cada um tem seu grupo de confiança. O amor pelo clube tem que ser maior que o orgulho próprio, e isso não é fácil. Não é algo exclusivo deles, mas sim do ser humano. Embora eu torça para que eles se acertem e que futuramente possam trabalhar juntos à frente do XV, hoje não consigo visualizar essa situação, pois a troca de farpas ainda é muito recente e o orgulho ainda está ferido, o que é natural.

Embora algumas pessoas defendam nomes novos no comando, eu sigo acreditando que os já conhecidos ainda podem ajudar bastante. Que bom que as eleições no XV de Piracicaba serão apenas em novembro de 2018, pois até lá, dá tempo dos ânimos esfriarem, a poeira baixar, e essa possível parceria, para o bem do XV, possa ser ao menos debatida.

Marcelo Sá é radialista e jornalista na Rádio Jovem Pan News Piracicaba

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