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1×0, fora o baile

O XV de Piracicaba foi muito superior ao Penapolense. Principalmente no primeiro tempo. A prancheta de Cléber Gaúcho funcionou antes de começar o jogo. Evaristo Piza preparou o Penapolense para enfrentar o XV com Gilsinho e Bruninho; descobriu 45 minutos antes da partida que enfrentaria o XV com Barreto e Samoel Pizzi. Com eles, o XV ficou mais leve, rápido e menos previsível. Na esquerda, Cléber Gaúcho improvisou Fraga porque foi criterioso; Fraga treinou melhor que qualquer outro jogador testado para suprir a ausência de Samuel, suspenso.

Fraga foi bem e decisivo no ataque, e sofreu o pênalti que resultou no gol de Romarinho. Mas foi infantil, embora o árbitro tenha sido preciosista, ao receber o cartão vermelho no segundo tempo. Barreto, antes de cansar, deu mais dinâmica ao XV do que vinha dando Gilsinho. Cléber Gaúcho está correto quando diz que Gilsinho pensa mais o jogo do que Barreto, que é mais ‘agudo’. Porém, a qualidade de Gilsinho, para sobressair, depende da condição física. A impressão é que Gilsinho não está 100% – pesa a recente lesão, pesam os 35 anos.

Samoel Pizzi foi bem no primeiro tempo, mas caiu de rendimento no segundo. Deve e precisa ter continuidade. Bruninho não aproveitou as chances que teve. Celsinho, antes de se lesionar, também não. Cléber Gaúcho insiste quando vê potencial, mas paciência tem limite. Há três anos, insistiu em Jonathan Cafú, que passou 11 jogos sem marcar gols, mas contribuía taticamente. A técnica explica a razão pela qual Rodolfo é titular e não Rafael Gomes, embora o segundo tenha feito mais gols que o primeiro. Rodolfo é mais talentoso que Rafael Gomes. Rafael Gomes aparenta ser mais esforçado. Fisicamente, Rodolfo precisa evoluir. É o que lhe falta.

Romarinho é o tipo de jogador que os técnicos gostam de contar. Contra o Penapolense, fez o gol e acabou como lateral-esquerdo após a expulsão de Fraga. O que falta a Romarinho é tranquilidade para finalizar as jogadas. O erro contra o Penapolense não seria esquecido se o jogo terminasse empatado. E poderia terminar, mas Mateus Pasinato não deixou. É verdade que o goleiro passou 75 minutos praticamente assistindo o jogo e errou quase todas as reposições de bola que tentou, mas foi seguro nos 15 minutos finais. Foi importante.

Do Penapolense, a julgar pela partida em Piracicaba, dá para dizer que impressiona mais pelos números do que pelo futebol apresentado. Como qualquer equipe da Copa Paulista. Perdeu passivamente e ficou barato. Em Penápolis, vai jogar diferente pela necessidade de vencer. Copa Paulista, quanto mais afunila, maior o equilíbrio. E quando a competição não tem lá grande nível técnico, a tendência é que os jogos sejam mais amarrados. Contra Água Santa e São Carlos, o XV jogou menos do que jogou contra o Penapolense, mas poderia ter vencido. Foi penalizado por falhas individuais. É o que os técnicos costumam chamar de detalhes.

A sorte do XV é ter um técnico detalhista, que às vezes peca pela teimosia, nunca pela falta de conhecimento. Detalhes…

Leonardo Moniz é jornalista e editor de conteúdo do portal LÍDER

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