Futebol

XV terá que melhorar retrospecto contra caçulas

Time conquistou 46% dos pontos neste tipo de jogos desde o acesso em 2012

Claudinho Batista, técnico do XV de Piracicaba
O técnico Claudinho Batista sabe a importância da vitória contra o Água Santa (Foto: Divulgação)

Pode perguntar para qualquer ‘entendido’ de futebol: para ter uma boa campanha, independente do campeonato, é importante fazer a lição de casa e não perder pontos contra times que brigam na parte baixa da classificação. Teoricamente, isso inclui pontuar contra as equipes recém-promovidas – quase sempre sujeitas a lutar contra o rebaixamento no primeiro ano após o acesso. Pois se o XV de Piracicaba quiser passar o Paulistão 2016 sem sustos, terá de melhorar seu retrospecto recente exatamente contra este tipo de adversário, a começar pela partida da próxima quinta-feira (11), às 19h, contra o caçula Água Santa no estádio Barão da Serra Negra.

Em 2015, a única vitória ante um caçula foi sobre o Red Bull, em Campinas

Desde que voltou à Série A1, em 2012, o time piracicabano jogou 13 vezes contra equipes que estreavam ou retornavam à primeira divisão. Foram cinco vitórias, três empates e outras cinco derrotas – aproveitamento total de 46,1%. Considerando apenas os jogos em casa, a conta é parecida: em cinco partidas, o Nhô Quim conquistou dois triunfos, empatou uma vez e foi derrotado em outros dois compromissos (46,6% de aproveitamento).

Em 2012, o XV era um dos quatro novatos, ao lado de Guarani, Catanduvense e Comercial. A campanha do Bugre naquele ano pode ser considerada ‘um ponto fora da curva’ – após perder a decisão da Série A2 na temporada anterior para o Nhô Quim, o Guarani foi vice-campeão estadual ao ser derrotado pelo Santos na final. Na fase de classificação, o time de Campinas venceu o XV por 2×0 no Brinco de Ouro da Princesa. Ante o Catanduvense, derrota quinzista pelo mesmo placar, mas em casa – resultado que significou a demissão do técnico Moisés Egert. Já com Estevam Soares no comando, a equipe piracicabana fez 2×1 contra o Comercial.

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A única vitória do XV de Piracicaba contra um caçula, em 2015, foi contra o Red Bull: 3×2 no Moisés Lucarelli (Foto: Red Bull/Divulgação)

Na temporada 2013, o Nhô Quim conseguiu seus melhores resultados contra os caçulas. Foram duas vitórias, a mais contundente sob a batuta de Sérgio Guedes – 3×0 sobre o São Bernardo em pleno Estádio Primeiro de Maio. Com o mesmo treinador, o XV havia estreado com um empate por 1×1 em Santa Bárbara d’Oeste e perdido por 2×0 diante do Penapolense. Após a saída de Sérgio Guedes, o time piracicabano foi dirigido por Edison Só, técnico que venceu o Atlético Sorocaba fora de casa com um gol isolado de Anderson Lessa – o triunfo praticamente livrou o XV do rebaixamento.

Dois anos atrás e com o mesmo Edison Só à beira do gramado, o Nhô Quim teve desempenho razoável. Ganhou da Portuguesa por 1×0 no Barão da Serra Negra, fez sua pior partida naquele ano e sofreu uma derrota por 3×0 contra o Rio Claro e, na última rodada, ficou no empate em casa contra o Comercial – o placar de 1×1 rebaixou o clube de Ribeirão Preto para a segunda divisão.

Apesar da classificação para as quartas de final, o XV perdeu pontos importantes no ano passado para os times então recém-promovidos. Contra o Marília, o Nhô Quim ficou no 1×1 fora de casa – foi um dos dois únicos pontos que o MAC fez em todo o Campeonato Paulista de 2015. Debaixo de um temporal, o Alvinegro perdeu para o São Bento por 2×1 no estádio Barão da Serra Negra. A única vitória contra um caçula aconteceu em Campinas, nos 3×2 sobre o Red Bull. Foi também o único triunfo quinzista sob comando de Roque Júnior – cuja história como treinador do XV terminou uma rodada depois, em Lins.

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