Judô

Troca de faixas: Heisei avalia mais de 50 crianças

Seis adultos também foram examinados; exigência é o conhecimento da arte

Beninho Mattos, técnico de judô da academia Heisei
Beninho Mattos, após o exame: crianças aprendem a ter responsabilidade (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Conhecimento. Na Heisei/Atmosphera, a palavra de ordem foi esta durante a semana. Ao longo dos últimos dias, cerca de 50 crianças com idade entre 4 e 13 anos da academia e do clube Cristóvão Colombo tiveram seus conhecimentos sobre judô avaliados no exame para a troca de faixa. A atividade também engloba os adultos: seis passaram por avaliação nesta semana sob o olhar atento dos treinadores Beninho Mattos e Rene Mattos.

“A exigência existe desde criança. Errando, não passa. A diferença em relação aos adultos é que as crianças têm uma segunda chance. Para os adultos, a cobrança pela técnica é muito maior, pela postura adequada. Golpe meia-boca não é aprovado”, disse Rene. Na academia, os exames acontecem a cada seis meses. Para trocar de faixa, o aluno demora no mínimo um ano. “A gente segura um pouco. Eu mesmo, de faixa roxa para marrom, fique cinco anos e meio. Da marrom para preta, foram mais três anos”, contou Rene, que é faixa preta 1º Dan.

FILOSOFIA

De acordo com o atleta, os exames para troca de faixa consistem em uma listagem de golpes e mobilizações e, para os adultos, chave de braço e estrangulamento. Para passar, o candidato tem que cumprir as exigências. “Os exames não visam que a pessoa se transforme em atleta ou ganhe condicionamento físico, mas sim a sabedoria dentro do judô: saber os golpes e como aplicar, mobilizações, contragolpes. Para as crianças, é a primeira noção de responsabilidade”, afirmou Beninho.

Perguntado sobre as exigências para alcançar a graduação máxima, Rene enumerou critérios além do conhecimento técnico. “Não é apenas a técnica em si, tem que ser realmente um judoca e levar os princípios da arte como vida. Isso vale para as faixas mais altas, a partir da roxa, marrom e principalmente preta. Não adianta apenas saber o golpe, precisa viver mais o esporte. O judô tem como valor ensinar o próximo, tem o intuito de transmitir conhecimento”, completou Mattos.

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