Muay Thai

Trabalhar, treinar e lutar: rotina de um vencedor

Hamilton saiu da Bahia para ganhar a vida; em Piracicaba, triunfa no esporte

Hamilton de Jesus, atleta de muay thai da academia Chock Dee
Hamilton de Jesus é exemplo de dedicação ao esporte (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes/Orientec)

Aos 25 anos, Hamilton de Jesus Alves levanta cedo todos os dias para trabalhar. É assim desde que ele saiu de Iaçu, na Bahia, e veio com a família para Piracicaba em busca de melhores condições de vida. O início foi complicado; com o tempo, a situação melhorou. Auxiliar de produção em uma empresa de produtos de limpeza, Hamilton divide as horas do dia entre o trabalho e o esporte. Isso, claro, quando não precisa fazer horas extras na firma. Além de ganhar o pão de cada dia, no interior paulista ele se apaixonou pelo muay thai.

Jampa Leibholz foi o principal incentivador de Hamilton no muay thai: parceria

“Minha rotina é levantar cedo, trabalhar bastante e, quando é possível, vou treinar. É uma coisa que eu gosto muito, faça chuva ou faça sol. Eu tento ir para a academia três vezes por semana, sempre que eu posso”, disse. O interesse pela arte marcial tailandesa surgiu a partir de um amigo que praticava jiu-jitsu. Entre uma conversa e outra, surgiu o nome de Jampa Leibholz, atleta e treinador de muay thai. “Isso faz quatro anos. Fui conhecer o trabalho do Jampa e estou aqui até hoje”, contou Hamilton.

Não demorou para que Jampa notasse o potencial do baiano, então novato na equipe da academia Chock Dee. Menos de cinco meses depois de iniciar, Hamilton disputaria sua primeira competição. “Decidi lutar para valer após uma conversa com o Jampa. Ele percebeu que eu pegava a sequência fácil e aí definimos que eu realmente poderia competir. O jogo do muay thai eu tenho facilidade para pegar. Com quatro ou cinco meses, ele me chamou e decidi lutar competição”, afirmou o lutador.

O primeiro evento foi também o mais marcante, segundo Hamilton. Em Piracicaba, ele fez a estreia no Evolution 2 e conquistou o título. “Cada título tem uma importância pela preparação, pelos treinos. É muito sacrifício. Agora, o primeiro campeonato serviu de estímulo, pois você treina e vê o resultado, resolve seguir a caminhada. Embora seja um caminho muito longo, eu sei que é passo a passo, pensar em cada etapa, cada graduação. Hoje sou ponta azul claro, ponta azul escuro, e meu pensamento é chegar o mais longe possível”.

DESAFIO

O próximo desafio do atleta, que defende a equipe Chock Dee e conta com apoio de Mchicken Piracicaba e Gato Preto Cross-Fit, está agendado para o dia 28 de maio, quando acontece o Festival de Muay Thai de Araraquara. Até lá, Hamilton continuará frequentando os treinos. Afinal, o esporte mexeu de fato com a vida dele. Inclusive no futebol com os amigos.”Rapaz, antigamente eu jogava bola e a confusão me atraia (risos). Hoje, sou bem mais tranquilo. De uma forma ou outra, o muay thai me educou. Arte marcial não é violência. Não faz sentido praticar esporte e ser violento”, completou.

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