Ginástica Artística

Técnico de Piracicaba deve arbitrar na Olimpíada

Após experiência no Pan, Daniel Biscalchin está perto de concretizar o sonho

Daniel Biscalchin, treinador de ginástica artística da academia Pira Olímpica
Daniel Biscalchin está perto de concretizar o sonho de ir aos Jogos Olímpicos (Foto: Líder Esportes)

O técnico da equipe piracicabana de ginástica artística, Daniel Biscalchin, deverá concretizar um sonho que tem desde quando começou sua carreira como atleta, aos 12 anos: participar dos Jogos Olímpicos.  Após 25 anos na modalidade, ele está cotado para ser um dos árbitros da competição que acontecerá em agosto, no Rio de Janeiro. O treinador da academia Pira Olímpica, então, vive um momento de ansiedade para ter a confirmação de que trabalhará no torneio. Como o evento-teste ocorrerá dos dias 13 a 19 de abril, o anúncio será feito em breve.

Biscalchin acredita que haverá 15 vagas para árbitros brasileiros nos Jogos Olímpicos

Cada nação é representada somente por um juiz na disputa de ginástica artística. No entanto, por sediar as próximas Olimpíadas, o Brasil fornecerá mais árbitros para o campeonato. “Acredito que o Brasil terá 15 vagas e creio que estarei dentro”, disse Biscalchin, que já desempenhou esse papel nos Jogos Pan-americanos de 2007, também realizados na capital carioca. Segundo o técnico, apenas árbitros com níveis 1 e 2 podem atuar nas Olimpíadas e há poucos com essa qualificação no país. Ele se encontra na categoria 2.

Biscalchin se profissionalizou nessa função em 1999, na esfera estadual. Dois anos mais tarde, ele passou a arbitrar nacionalmente e, em 2006, tornou-se juiz internacional. O treinador almejava ir aos Jogos Olímpicos na época em que era atleta, porém, devido à falta de estrutura e ao seu início tardio no esporte, perdeu as esperanças ao longo do tempo. Agora, aos 37 anos, o comandante do grupo local mantém seu sonho de fazer parte do evento, mas como árbitro e, futuramente, técnico.

“Meu sonho sempre foi a Olimpíada. Sabia que nunca teria chance como atleta porque comecei mais tarde, aos 12 anos. Não tinha aparelhagem, nível para conseguir vaga na seleção brasileira. E, mesmo conseguindo vaga na seleção, é difícil conseguir vaga nas Olimpíadas, tanto que será a primeira vez na história que o Brasil vai com a equipe masculina completa. Para mim, era praticamente impossível. Depois, quando virei árbitro, já aumentou a chance, mas é difícil também. Vai um por país a cada quatro anos. Também seria um sonho conseguir como treinador”, declarou.

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