Opinião

Super Bowl

O mundo vai parar hoje (7) para assistir o maior evento esportivo do planeta: o Super Bowl. A decisão da NFL (sigla em inglês para Liga Nacional de Futebol) é o paraíso não apenas para quem adora o esporte, mas também para todos os que amam marketing esportivo, eventos organizados e entretenimento para a família. O Super Bowl está longe de ser apenas um jogo. Na verdade, a partida em si é apenas a cereja no topo de um bolo que se baseia em entretenimento para todos e equilíbrio entre as equipes.

Cada partida de futebol americano, assim como todos os eventos esportivos organizados por lá, é fundamentada sobre um conceito muito importante: a diversão. O dinheiro investido gera um ciclo virtuoso onde todos ganham. Não é à toa que a NFL lucra bilhões de dólares a cada ano e as suas equipes são, sem exceção, beneficiadas com esse ciclo.

Para termos noção do que a NFL gera, no ano passado a liga repassou de forma igualitária cerca de US$ 7,244 bilhões (mais de R$ 28 bilhões) entre as suas 32 equipes. E é isso mesmo! De forma igualitária. Ou seja, o evento esportivo melhor organizado do planeta entende a necessidade de se criar equilíbrio para que a competição seja atrativa para todos: proprietários, atletas, mídia e o público dividido em 32 “mercados” que variam desde metrópoles como Nova Iorque, com seus 8,5 milhões de consumidores, até cidades pequenas como Green Bay, no frio e pacato Estado de Wisconsin, com pouco mais de 104 mil habitantes. Todos lucram de forma igual.

Mas o que nos espera a final deste ano? Vamos deixar de lado o fato de o evento esportivo contar com a Lady Gaga cantando o hino nacional americano antes do jogo começar e a banda Coldplay liderando o show do intervalo. Vamos falar um pouco dos protagonistas: Carolina Panthers e Denver Broncos.

De um lado teremos os Panthers, equipe que perdeu apenas uma partida durante toda a temporada e com seu ataque devastador liderado pelo garoto prodígio do futebol americano: Cam Newton. Ele, que é conhecido como “Superman”, e que comemora como tal, foi eleito o jogador mais valioso da temporada e representa o futuro do esporte: quarterbacks que são tão eficientes no jogo aéreo quanto no jogo terrestre, abençoados com uma invejável compleição física.

Do outro lado, os Broncos de Denver voltam ao Super Bowl em menos de dois anos com uma segunda – e possivelmente última – tentativa de dar o segundo título ao jogador que tem sido exemplo de superação, dedicação, ética de trabalho e quebra de recordes ao longo de sua longa carreira de 18 anos como quarterback. O “xerife” Peyton Manning desta vez contará com a melhor defesa da competição para apoiá-lo e é nessa forte defesa – marca dos esportes americanos – que os Broncos apostam todas as suas fichas para levar o troféu.

As casas de apostas em Las Vegas colocam os Panthers como franco-favoritos por possuírem uma equipe mais completa e robusta tanto no ataque, quanto na defesa. Denver, como legítimo underdog (azarão), espera fazer com que o mantra dos esportes americanos de que “o ataque vende ingressos enquanto que a defesa vence campeonatos” se faça presente quando a bola subir. A ESPN transmite a partida ao vivo para o Brasil, às 21h.

Marco Bucci é professor de Educação Física, apaixonado por esportes e coordenador técnico da equipe de futebol americano Piracicaba Cane Cutters.

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