Opinião

Soy loco por tri América

O Grêmio deixou para a final da Libertadores a sua melhor primeira etapa da temporada 2017. Apresentação de gala nos primeiros 45 minutos, quando marcou duas vezes e garantiu o tri da maior competição de nosso continente. O placar de 2×1 para o time brasileiro diante do Lanús fez justiça ao talento da equipe capitaneada pelo técnico Renato Gaúcho, ou Renato Portaluppi, como dizem os gaúchos.

O Tricolor dos Pampas mereceu a taça porque teve uma defesa sólida com Grohe, Geromel e Kannemann; porque teve em seus laterais, Edílson, pela direita, e Cortez, pela esquerda, um desafogo na saída de bola; porque revelou esse ‘monstro’ no meio de campo chamado Arthur; porque soube explorar sua qualidade nos contra-ataques com Fernandinho e Luan; e, principalmente, porque foi quem mais jogou bola na América do Sul neste ano.

O Grêmio contou ainda com a estrela, o carisma e a competência do técnico Renato Gaúcho. O treinador teve o mérito de reconstruir o clube, com a conquista da Copa do Brasil 2016, um título nacional após 15 anos de espera. Renato, tricolor assumido, resgatou o futebol de jogadores que chegaram ao clube em baixa, como Fernandinho, Lucas Barrios, Edílson e Cortez, aquele mesmo, ex-São Paulo, também conhecido por ter casado em uma famosa esfiharia. Isso sem contar em Cícero e Cristian, ex-São Paulo e Corinthians, respectivamente, que são suplentes do time campeão.

Mas não só isso: o comandante tricolor também fez história: tornou-se o primeiro brasileiro a ganhar a Copa Libertadores como jogador (com o próprio Grêmio, em 1983) e nesta quarta-feira (29) como treinador. Depois disso, tenho certeza de que a diretoria gremista vai satisfazer o pedido do próprio Renato, de fazer uma estátua dele em frente à Arena, em Porto Alegre.

Depois de 1983 e 1995, agora o tri da América chega em 2017, com duas vitórias incontestáveis diante do Lanús, por 1×0 no Brasil e 2×1 na Argentina, com o estádio La Fortaleza lotado. Somente o Santos de Pelé havia conquistado a Libertadores na casa dos hermanos. Parabéns aos campeões Marcelo Grohe; Edílson, Bressan, Pedro Geromel e Bruno Cortez; Jailson, Arthur, Ramiro, Luan e Fernandinho; Lucas Barrios. Agora, que venha o Real Madrid. Se ganhar dos merengues, o time brasileiro vai definitivamente “acabar com o planeta”.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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