Opinião

Sou do contra: sou a favor!

Em um ano que promete muitas emoções para a torcida quinzista, com a participação na Série D do Campeonato Brasileiro, gostaria de compartilhar um tema que foi muito comentado nesta semana: a nova fórmula da Copa do Mundo, com o aumento no número de seleções participantes – de 32 para 48.

Pela proposta da Fifa – já enviada às federações dos países filiados à entidade – as 48 nações serão divididas em 16 grupos de três times cada. Os dois melhores de cada chave avançam. Os 32 times, então, iniciam o ‘mata-mata’ e viram 16, que se enfrentam em oitavas, depois quartas, semifinal e final. Assim, a seleção classificada à Copa do Mundo jogará pelo menos duas partidas na competição.

O mais importante é que, apesar do substancial aumento no número de participantes, o Mundial seguiria sendo disputado em 32 dias, o que não prejudicaria os clubes. Os principais times europeus, que são os que mais cedem jogadores para a Copa do Mundo, são contrários ao inchaço. Essa nova fórmula entraria em vigor a partir de 2026 – cuja sede ainda será definida.

Sei que a maioria é contra a proposta do presidente da Fifa, Gianni Infantino, mas eu aprovo. Acho interessante. Gosto muito porque democratiza o maior esporte do mundo, além de impulsionar o futebol nos centros ‘periféricos’ do futebol, como a África e a Ásia, principalmente. Em que pese a questão política envolvida, acredito que essa fórmula terá mais benefícios que problemas.

Na divisão das 48 seleções, só achei exagerado o número de vagas para a Ásia (8,5). A Europa, com 16 vagas, poderia chegar a 20 pela quantidade de seleções de bom nível neste continente. A Oceania, com uma vaga, poderia ter duas. No mais, tudo normal: África (9,5 vagas) América do Sul (6,5), América Central e do Norte (6,5). Há ainda uma proposta para a unificação das eliminatórias nas Américas, o que também acho interessante. Assim, a competição teria 13 vagas em jogo.

Para aqueles que alegam ‘perda técnica’ com a entrada de seleções desconhecidas no futebol, é bom lembrar que a Argentina penou para ganhar do Irã (1×0) na Copa do Mundo 2014 – venceu graças àquele “pombo sem asa” do craque Messi quase no final da partida. E neste mesmo torneio, o pentacampeão Brasil levou sete da Alemanha. Por isso, é tudo muito relativo. Enfim, a discussão é boa, está na pauta, e merece ser analisada sem preconceitos. Até a próxima!

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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