Futebol

‘Quero um time kamikaze’, afirma Ferreirão

Técnico pede fé aos torcedores do XV e garante que salvação é possível

Luiz Carlos Ferreira, treinador do XV de Piracicaba
Ferreirão pede fé aos torcedores: XV tem tudo para escapar (Foto: Antonio Trivelin/Gazeta de Piracicaba)

Um time estilo kamikaze capaz de mandar o rebaixamento lá para o Piauí. Na primeira entrevista como técnico do XV de Piracicaba, concedida nesta quarta-feira (6), Luiz Carlos Ferreira abusou das frases de efeito. O veterano treinador deixou claro o que quer de seus jogadores, pediu fé e, na quarta passagem dele pelo Nhô Quim, definiu ele próprio como homem para momentos ‘possíveis e impossíveis’. Contratado apenas para a última rodada do Paulistão, ele terá missão complicada pela frente: Além de vencer o Oeste, domingo (10) em Itápolis, o time piracicabano precisa de uma combinação de outros três resultados para não ser rebaixado para a Série A2.

“Imagem boa eu vou deixar. O time hoje está rebaixado e vou fazer todo o meu trabalho juntamente com o Ronaldo (Guiaro). Uma cidade como Piracicaba e um clube como o XV, com condições de trabalho, salário em dia, tudo certinho… Chegou a hora de jogar todos os problemas fora e fazer nossa parte, que é uma vitória contra o Oeste”, declarou Ferreirão, que é pai do preparador físico André Ferreira.

‘KAMIKAZE’

No primeiro treino, o técnico mexeu em peças e também mudou a estrutura tática do time. Perguntado sobre como a equipe deve se portar em Itápolis, o treinador respondeu ao estilo dele. “Nós precisamos de um time kamikaze. Se não for escalado um jogador que atinja um limite máximo, dificilmente você conseguirá qualquer coisa. Vou fazer trabalho tático, os jogadores me aceitaram muito bem. Eu acredito. Nos últimos cinco anos, tudo foi difícil para mim. Tive problema, fui operado, fiz jogo precisando ser operado. E o XV é especial para mim em todos os sentidos”, afirmou.

Ferreirão disse ainda que a decisão de levar o time para São José do Rio Preto cinco dias antes do jogo contra o Oeste foi tomada por ele. “Eu pedi para vir para cá e aceitaram. É momento de relacionamento mais forte, mexer com a alma. A torcida do XV sempre acredita, é fanática, adora o clube. Temos tudo para sair dessa situação e nós vamos lutar. O tal de rebaixamento que vá lá para Mato Grosso, Ceará, Piauí… Que vá para qualquer lugar, mas não pode ficar em Piracicaba”, disse o técnico, que ainda pediu fé aos torcedores. “Se estiverem rezando dois ‘Pai Nosso’, que rezem cinco”.

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