Opinião

Quando o handebol é levado a sério

A convocação da central Ana Carolina, de 20 anos, do 15 de Piracicaba, para a seleção brasileira júnior de handebol mostra o sério trabalho que vem sendo feito em nossa cidade. Na equipe desde agosto de 2014, Ana Carolina já integra o time adulto de Piracicaba. A ascensão da atleta passa pelo trabalho do técnico José Batista. Suas orientações foram utilíssimas para o crescimento da jogadora e a sua consequente convocação. A seleção brasileira júnior treina até o dia 23 de fevereiro no Sesi de Blumenau (SC) em preparação para o Pan-americano e Mundial da categoria.

Vejo com muita alegria o crescimento do handebol em nosso país. O “futsal com as mãos”, como era chamado por alguns, sempre foi visto como uma atividade recreativa praticada durante as aulas de educação física. Porém, nos últimos 20 anos, ganhou espaço e se consolidou como esporte de competição e um dos mais emocionantes diante do equilíbrio entre as equipes.

O resultado desse “boom” foi uma geração campeã no handebol feminino, que conquistou o Mundial na Sérvia, em dezembro de 2013, em um feito histórico contra as donas da casa. Hoje, Dara, Dani Piedade, Babi, Alê Nascimento e Duda Amorim, entre outras remanescentes do título mundial, são as nossas apostas pelo ouro olímpico em agosto, no Rio de Janeiro. Alê e Duda, inclusive, já foram eleitas as melhores do mundo.

A nossa esperança é que Ana Carolina possa impressionar não somente o treinador do time júnior, mas também o técnico da equipe adulta, o dinamarquês Morten Soubak, para, quem sabe, “beliscar” uma vaga no time olímpico. Seria um feito épico para o handebol piracicabano.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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