Atletismo

Prioridade em 2016 é apostar nas divisões de base

Contratações virão só para completar equipe; falta de patrocínio é a dificuldade

Atletismo Piracicaba
A equipe de atletismo de Piracicaba já treina na pista do Barão da Serra Negra (Foto: Líder Esportes)

O atletismo de Piracicaba já treina diariamente na pista de carvão do estádio Barão da Serra Negra. Dos Jogos Abertos do Interior, disputados no ano passado em Barretos, até a retomada dos treinamentos, foram apenas duas semanas de descanso. Atualmente, a equipe faz o trabalho de base – carga pesada de exercícios físicos que dá estrutura aos atletas durante a temporada.

O foco deste ano é o trabalho com a base, diz a técnica Maria José Ferreira, a Mazé

O cansaço, entretanto, é o obstáculo menos ‘desgastante’ no caminho do atletismo local, que hoje tem cerca de 50 representantes em suas diferentes modalidades – arremessos, fundo, meio-fundo, saltos e velocidade. Como trabalha com verbas destinadas pela Selam (Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Atividades Motoras), a equipe contrata peças todos os anos. “A gente vê o que está faltando e contrata para formar a equipe de competição. E não dá para contratar só nos Jogos Regionais e Abertos. O atleta tem que sobreviver”, disse ao LÍDER a técnica Maria José Ferreira, a Mazé.

DSC_0214

Cerca de 50 atletas integram atualmente a equipe piracicabana de atletismo (Foto: Líder Esportes)

O calendário de competições começa na próxima semana, dia 14, quando quatro atletas disputam em São Bernardo do Campo o 2º Torneio Federação Paulista de Atletismo. Ana Paula Borges (400 m livres), Romario Viana (3.000 m livres), Fabiana Morais (60 m com barreiras indoor) e Jean Casimiro (salto triplo) representam a cidade no ABC. Em 2016, Piracicaba também participa das etapas do circuito paulista e do Troféu Brasil. O foco, porém, é outro: o trabalho com os atletas de base na faixa entre 14 e 20 anos.

“A prioridade é essa. São atletas daqui de Piracicaba, têm potencial e condições para representar a cidade no alto nível”, garantiu Mazé. O maior problema que sofre o atletismo é idêntico ao enfrentado por outros esportes: a falta de investimento. “Precisaríamos de um projeto, de um patrocínio mesmo para cuidar da base. Piracicaba tem crianças com potencial elevadíssimo, não precisa nem lapidar muito para sair resultado”, disse a treinadora.

Sem recursos financeiros, é praticamente impossível a continuidade no esporte, segundo Mazé. A experiência dela no atletismo inclui histórias que servem como argumentos sólidos para sua tese. “É assim: a criança começa hoje e amanhã já para de treinar, porque tem que trabalhar e ajudar em casa. Já aconteceram casos em que demos o vale-transporte como auxílio e a mãe fazia a criança vir treinar de bicicleta ou a pé. Isso para vender o vale-transporte e comprar algo para comer. A gente corre bastante atrás de patrocínio, mas é muito difícil”.

Início