Opinião

Precisamos melhorar

Depois de alguns dias de Jogos Olímpicos, vejo com preocupação o desempenho do Time Brasil. Tudo bem que os atletas que já entraram na disputa fizeram um bom papel, com boas colocações, mas medalha que é bom quase nada! A natação decepciona. Apenas Thiago Pereira deve brigar. O judô também poderia dar mais. A ginástica vem marcando boas campanhas, mas somente Arthur Zanetti deverá medalhar. Até o vôlei de praia tem patinando – nós esperávamos os nossos atletas soberanos, mas estamos tendo mais dificuldades do que o previsto. O futebol é uma esperança de ouro, mas não uma certeza.

Com tudo isso, a previsão do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) de chegar no top 10 em número de medalhas (somando-se ouro, prata e bronze) não deve ser alcançada. Nos bastidores, já há um grande descontentamento de membros do COB com o falta de pódios até o momento. Com duas medalhas, um ouro e uma prata, estamos atrás da Tailândia, por exemplo, país sem muita tradição olímpica. Se analisarmos a classificação, não dá para disputar com Estados Unidos, China, Japão, Austrália, Coreia do Sul, Grã-Bretanha, Itália, França e até Rússia, que veio sem parte da delegação devido ao escândalo de doping com o time de atletismo.

Teoricamente, brigaríamos pelo G-10 com Hungria, Alemanha, Suécia e Países Baixos (Holanda). Missão complicada para nós. Principalmente porque as nações europeias são muito fortes em esportes “diferentes”, como levantamento de peso, badminton, luta olímpica, entre outros.

As modalidades coletivas devem ajudar o Brasil a melhorar a posição atual no ranking. Handebol masculino e feminino brigarão por medalhas; assim como o futebol masculino e feminino. O vôlei e o vôlei de praia poderão dar até quatro medalhas ao nosso país. E, talvez, o basquete masculino. Há, ainda, esperanças na vela, no atletismo com Yane Marques e Fabiana Murer, no tênis… Que a preocupação por falta de medalhas até o momento possa se transformar em festa na segunda semana de Olimpíada. Nossa torcida, que está dando show nas arenas, merece!

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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