Opinião

Poupar ou não poupar jogadores?

Pela forma que o XV de Piracicaba entrou e iniciou a disputa da Copa Paulista, sinceramente, nem sendo otimista ao extremo eu imaginaria que a classificação para a segunda fase viria com quatro rodadas de antecedência. Mesmo com um investimento inferior ao de 2016, após 11 rodadas, o Alvinegro tem 74,1% de aproveitamento de pontos, o segundo melhor da Copa Paulista. O time foi ganhando corpo durante a competição e me deixou esperançoso sobre uma possível briga pelo título.

Ainda há o que melhorar na equipe, não resta dúvida, mas é preciso exaltar o que vimos até aqui. Piza deu ao XV um padrão de jogo. Fez alterações na equipe titular que eram necessárias, e com isso o time cresceu de produção. O setor defensivo ainda merece uma atenção, pois tenho visto o time bater cabeça em lances bobos, que na maioria das vezes não resultaram em gol. A lateral direita, setor com mais atletas à disposição, a meu ver, ainda está com a vaga em aberto. O ataque também precisa caprichar mais. Mesmo assim, acredito que o XV está seguindo no rumo certo.

Muito tem sido abordado sobre a possibilidade do técnico Evaristo Piza poupar jogadores e fazer alguns testes nessa reta final da primeira fase. Pelas respostas nas coletivas, percebi que ele não tem a intenção de fazer isso. Analisando friamente, ele não está errado. Treinador vive de resultados. Se ele coloca um time reserva em dois jogos e perde, volta o time titular e por uma situação normal de jogo acaba perdendo, pode ter certeza que ele começa a ficar pressionado. Ninguém vai querer saber se ele perdeu dois jogos com o time reserva. A notícia será: XV perde a terceira consecutiva.

Vai com o que tem de melhor até o fim. É importante fazer gordura para obter vantagens no mata-mata. Jogador que quer oportunidade tem que mostrar que merece nos treinos da semana. Quando surgir a chance de jogar, tem que abraçar e convencer dentro de campo. Até o momento, vejo o time campeão de 2016 melhor coletivamente, e o time atual, melhor individualmente. Entre 10 e 12 jogadores têm potencial para fazer parte do elenco que disputará a Série A2 em 2018. Entendeu, diretoria? Manter a base, não 20 jogadores.

Marcelo Sá é radialista e jornalista na Rádio Jovem Pan News Piracicaba

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