Kickboxing

Piacentini mostra fome de títulos no 2º semestre

Campeão brasileiro profissional, atleta piracicabano quer aumentar repertório

Gustavo Piacentini, lutador de kickboxing
Gustavo Piacentini é o atual detentor do cinturão profissional brasileiro (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Dono do cinturão profissional brasileiro, Gustavo Piacentini não tem do que reclamar do primeiro semestre de 2017. Em maio, o atleta piracicabano derrotou o goiano Douglas Nunes por decisão unânime dos árbitros após cinco rounds pela categoria 62,3 kg, e faturou o título inédito em Sorocaba, na edição 37 do WGP. A conquista foi a mais significativa da primeira metade do ano, que teve poucos compromissos oficiais no calendário do lutador. Além do cinturão, Piacentini disputou o Campeonato Paulista, mas foi derrotado em evento que ficou marcado pelos erros de arbitragem.

“Apesar de não ter feito muitas lutas, com apenas duas competições, acho que em termos de resultado não fugiu muito do que estava planejado. O Paulista foi muito próximo da disputa do cinturão e eu sempre deixei claro qual era a minha prioridade. A derrota foi algo que fugiu da minha alçada, mas em momento algum me senti abalado. O que eu queria, veio, e foi o cinturão. Então, o semestre pode ser considerado satisfatório, sem dúvidas”, afirmou o atleta, que conta com o  apoio da academia Fit Me, MP Suplementos e Selam.

No segundo semestre, a programação está indefinida. Com a presença garantida na Copa do Brasil e no Sul-Americano, Piacentini ainda aguarda para saber se irá disputar os Jogos Abertos do Interior, torneio do qual é recordista de vitórias com seis medalhas de ouro. “São duas competições importantes e há espaço entre Copa do Brasil e Sul-Americano, o que permite uma boa preparação sem priorizar uma ou outra. A princípio, o foco será igual, mas se for confirmada a participação nos Abertos, isso muda um pouco”, disse.

MARCO REGULATÓRIO

Dono de um cartel com mais de 70 lutas e quase 90% (74 disputas e 66 vitórias) de aproveitamento positivo, Piacentini evitou entrar em polêmica quando foi perguntado sobre a situação financeira atual do esporte em Piracicaba. Com a verba da Selam (Secretaria de Esportes, Lazer e Atividades Motoras) emperrada desde o início do ano, quando entrou em vigor o marco regulatório do terceiro setor (Lei Federal 13.019/2014), e o repasse previsto apenas para novembro, o lutador manteve o discurso de otimismo.

“Minha posição não é de contrariedade. Criticar não é o melhor caminho agora, o importante é resolver. No semestre passado, particularmente, não disputei o Brasileiro pois teria que arcar com os custos. Não estava insatisfeito com ninguém, foi apenas uma opção minha. Naquele momento, não valia a pena pagar para lutar logo depois de sair de uma disputa de cinturão. A Selam sempre se esforçou para honrar os compromissos e sei que está fazendo o melhor que pode para o bem do esporte piracicabano”, completou Piacentini. O preparador Bilico Carvalho é responsável pelo trabalho físico feito com o lutador, enquanto os aspectos táticos e técnicos continuam a cargo de Marcos Ribeiro e Wilson Teodoro.

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