Kickboxing

Piacentini inicia ano para ‘mostrar serviço’

Campeão brasileiro, lutador estreia em fevereiro e pode lutar na Holanda

Gustavo Piacentini, lutador de kickboxing
Gustavo Piacentini é o atual campeão brasileiro profissional de kickboxing (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

O lutador piracicabano Gustavo Piacentini estreia na temporada 2018 no dia 3 de fevereiro, em Mogi das Cruzes. Na ocasião, o atleta irá participar do Ichiban Kickboxing, categoria K1 (62,3 kg). Apesar de ser a primeira competição do ano, Piacentini encara o compromisso com seriedade: o vencedor irá participar de um evento na Holanda. Nesta quinta-feira (11), o lutador falou sobre o planejamento nos circuitos amador e profissional, comentou as responsabilidades de defender o cinturão profissional brasileiro, e elogiou a nova geração de atletas que o kickboxing está revelando em Piracicaba. O atleta conta com apoio da academia Fit Me e da MP Suplementos, e tem como preparador físico Bilico Carvalho e treinadores Gustavo Zandoval, Marcos Ribeiro e Wilson Teodoro.

LÍDER: O calendário competitivo começou cedo neste ano. É algo que o motiva?
Vou participar de evento interessante, muito bom para começar o ano, apesar de não estarmos acostumados com essa situação. A motivação existe, sim, pois alguns lutadores serão selecionados para disputar o evento na Holanda, com tudo pago: alimentação, hospedagem e viagem, além da bolsa pela luta (valor pago aos atletas). Isso, sem dúvidas, é uma motivação a mais para treinar forte e começar o ano bem.

LÍDER: Depois de um ano com poucas lutas, quais os objetivos para 2018?
Ainda é cedo para definir os objetivos. Em 2017, muito se falou sobre o marco regulatório do terceiro setor e o kickboxing está tentando se adequar, mas as coisas ainda estão no papel. Estamos em janeiro, então o planejamento ainda será concluído. Agora, que o fato de lutar pouco ano passado me deixou com ‘fome’ de lutar, isso deixou. A vontade é grande, voltei a treinar forte logo no início do ano.

‘Estou com ‘fome’ para lutar novamente. O campeão brasileiro precisa sempre mostrar serviço’, diz Gustavo Piacentini

LÍDER: Você dará prioridade para o circuito amador ou profissional? 
É algo que depende de algumas variáveis. Eu sempre priorizo o profissional, pela questão do crescimento e pelo lado financeiro, evidentemente. Porém, meu nome está inscrito na Bolsa Atleta internacional para o Ministério do Esporte. Eu estou esperando isso ‘vingar’. Se a bolsa vier, claro que vou olhar com mais atenção para o circuito amador. Mas, se isso não acontecer, foco total no circuito profissional.

LÍDER: O título profissional brasileiro, em 2017, aumenta sua responsabilidade para 2018?
Era um título que eu tinha a ambição de conquistar. Com certeza, isso motiva e a responsabilidade aumenta. Quem senta no trono, precisa mostrar serviço. Eu me sinto obrigado a mostrar porque sou o número um do país na minha categoria atualmente.

LÍDER: O Wilson Teodoro, seu treinador, tem elogiado bastante a ‘nova safra’ de atletas que está chegando ao kickboxing. Como você vê essas promessas?
A molecada está procurando muito o nosso esporte e alguns têm um talento nítido, o que nos deixa muito orgulhosos. Na minha concepção, como referência e pelo fato de dar aulas para a garotada, entendo que o primeiro objetivo é a formação de cidadãos. Eles precisam aprender sobre comprometimento, disciplina, responsabilidade e respeito aos mais velhos, coisas que faltam na educação. São valores para eles se tornarem pessoas do bem e, posteriormente, ótimos atletas.

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