Kickboxing

Piá retoma confiança: ‘Nunca entro para perder’

Lutador piracicabano fala sobre o planejamento para o segundo semestre

Gustavo Piacentini, lutador de kickboxing de Piracicaba
Gustavo Piacentini é o principal nome do kickboxing piracicabano na atualidade (Foto: WGP/Divulgação)

Gustavo Piacentini está de volta. Recordista de medalhas de ouro nos Jogos Abertos do Interior e dono de sete títulos nacionais, o lutador de kickboxing admitiu que a derrota sofrida no WGP 31, em Piracicaba, o deixou desmotivado, mas encontrou forças e garante ter reconquistado a confiança para iniciar a reta final da temporada. Além do hexacampeonato nos Jogos Abertos, Piacentini terá pela frente o Campeonato Pan-americano, que acontece em outubro, no México. Segundo o atleta, as dificuldade começam antes mesmo da luta. “Os custos da viagem terão que sair do meu próprio bolso”, contou. Confira a entrevista completa.

LÍDER: Após participar do WGP 29, em Maringa (PR), e do WGP 31, realizado em Piracicaba, dá para fazer qual tipo de avaliação?
Em Maringá, fiz duas boas lutas, perdi a segunda por muito pouco e para um atleta muito bom. Lógico que o gosto da derrota não é nem um pouco agradável, mas creio que me sai muito bem. Já na última edição, foi o momento mais amargo de toda minha carreira, não tem o que ser avaliado. O adversário achou uma pequena brecha que eu abri e colocou um golpe que me derrubou. Foi uma fatalidade, mérito dele e erro meu, coisa que já aconteceu com lutadores muito mais expressivos e gloriosos do que eu, como José Aldo, recentemente. É algo que ainda não digeri completamente.

LÍDER: No final de maio, você conquistou o quarto título brasileiro mesmo com a perna esquerda lesionada e garantiu a vaga para o Pan-americano. Dá para brigar pelo ouro?
Uma coisa eu posso garantir: nunca fui para uma competição importante se não estivesse muito bem para vencer. Sei que em um campeonato como o Pan, não haverá moleza em momento algum, mas sei que também não vou dar moleza para ninguém que encontrar lá. Se eu disputar, não será para perder. Sinceramente, o mais difícil vai ser arcar com os custos da viagem, que terão que sair do meu próprio bolso.

LÍDER: No WGP 31, você foi aplaudido em pé e teve o nome gritado pelos torcedores presentes ao Ginásio Municipal Waldemar Blatkauskas. O que os seus fãs representam?
Realmente, mesmo acabando daquele jeito, ser aplaudido e ovacionado foi muito emocionante. Depois de uma situação como esta, passam mil coisas negativas na cabeça de um atleta, mas um dos principais motivos que me faz sentir na obrigação de voltar melhor e conquistar muitas outras coisas é poder dar alegria para essa galera, que não merece menos de mim.

LÍDER: Recorde de medalhas de ouro nos Jogos Abertos do Interior, três vezes vencedor da Copa do Brasil e tetracampeão brasileiro. Vem mais por aí no segundo semestre?
Estou voltando. Não vou mentir: depois da derrota no último WGP, fiquei bem desmotivado, sem vontade de treinar e até com vergonha de aparecer em público ou nas academias onde treino. Mas, ninguém pode ficar muito tempo de luto, não é? Eu estou voltando forte, a confiança também está voltando, tenho ainda duas competições importantes em setembro, primeiro a Copa do Brasil, competição em que busco o quarto título, e depois os Jogos Abertos, quando vou tentar o sexto ouro, antes de participar do Pan no final de outubro. Inicialmente, é o mês em que fecho as competições, pelo menos por enquanto, mas, provavelmente, surja algo para o final do ano.

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