Opinião

Obrigação é permanecer

O XV de Piracicaba joga em casa neste domingo, contra a Portuguesa, para permanecer na Série A2. É o que temos para hoje! Claro que é muito pouco para a exigente torcida. Dos males, o menor. Cair para o ‘inferno’ da A3 seria um retrocesso enorme para um clube que estava na elite ano passado. Além disso, é inadmissível o Alvinegro no último degrau da chamada primeira divisão, o que, na prática, é a terceirona.

Quando cheguei a Piracicaba para trabalhar na imprensa local, em 2005, me lembro bem: o XV de Piracicaba estava na Série A3 do Paulista. Era tudo ruim: sem dinheiro, sem campo para treinar, sem apoiadores, sem patrocínios, sem jogadores de qualidade, enfim, sem nada. Apenas alguns dirigentes abnegados. Muito triste. Um cenário muito distinto quando o time ascendeu à Série A1, em 2011. Aí, muitos vieram para agregar, a equipe ganhou vários apoios financeiros, inúmeros ‘dirigentes’ apareceram, a grande imprensa apareceu. Não digo que tudo isso é bom, mas o clube tinha vida; o público voltou ao Barão da Serra Negra.

Por tudo isso, o Nhô Quim tem de vencer a Portuguesa de qualquer maneira. A permanência na Série A2 seria uma oportunidade para o time se organizar e tentar retornar à elite, em 2018. Antes, o XV tem ainda a Série D do Brasileiro para buscar uma ascensão à Série C. Seria muito bom depois de um ano complicado. Um outro problema no jogo deste domingo é que a Lusa também está ameaçada pelo descenso. O tradicional clube da capital tem um ponto a mais em relação ao Alvinegro na tabela de classificação (23 a 22), o que torna o duelo um ‘jogo de seis pontos’.

Na parte de cima da tabela, vejo dificuldades para o Guarani. Decide vaga nas semifinais em Batatais, que também quer a classificação. Um dos dois deve chegar às semifinais. E, atuando em casa, o time da região de Ribeirão Preto leva vantagem. O estádio Osvaldo Scatena deve receber público total. O duelo tem história. Em 1950, as duas equipes decidiram o acesso à elite do Paulista e o Bugre levou a melhor. O que se conta em Batatais é que o clube foi ‘garfado’ no jogo desempate, o terceiro, realizado na Rua Javari, após uma vitória para cada lado. A pressão vai ser grande.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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