Opinião

O tênis de mesa nasce na escola

Sou 100% esporte e 100% educação. Acredito que a combinação sempre dá certo e resulta em bons frutos. Dou muito, mais muito valor aos professores de educação física, que, mesmo com as dificuldades do dia a dia em escolas públicas, revelam em Piracicaba alguns bons valores para o esporte. Modalidades como atletismo, basquete, futsal, handebol, tênis de mesa e voleibol, para citar algumas, são muito trabalhadas nas escolas e sempre acabam despertando o talento de um ou outro estudante. A partir daí, o incentivo dos mestres é fundamental para lapidar e formar o atleta de alto nível.

A mesatenista Ediane Bresciani é um dos casos de alunos da escola pública bem sucedidos no esporte. Minha amiga Catarina, professora de educação física, conta que Ediane passou pela Antonio Pinto de Almeida Ferraz, escola estadual que fica no bairro Caxambu. Naquela época, ela já mostrava imenso talento com a raquete nas mãos e se destacava entre os demais. Deu no que deu: recentemente, Ediane conquistou o Torneio Ranking Paulista e surge como promessa. Como sonhar não paga imposto, a esperança é que a jovem e talentosa atleta chegue ao ponto mais alto da vida de um competidor: a disputa de uma Olimpíada representando a nação.

A ascensão de Ediane vem em um momento em que o tênis de mesa brasileiro passa por entressafra e procura campeões. Principalmente no feminino, que tradicionalmente nunca teve grande destaque internacional e que, nos últimos anos, vem importando competidoras. Tomara que ela siga assim. Com mais conquistas, Ediane Bresciani vai, com certeza, inspirar novos atletas e também irá fazer com que o legado da escola pública continue, ou seja, o garimpo de novas pedras preciosas.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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