Judô

No retorno, Rene Mattos perde para favorito

Judoca piracicabano foi eliminado por Adriano Santos na Copa São Paulo

Copa São Paulo de Judô
A Copa São Paulo é uma das principais competições do judô brasileiro (Foto: Marcelo Lopes/FPJ)

Na volta aos tatames após um ano se recuperando de uma fratura no braço esquerdo, o piracicabano Rene Mattos, da equipe Heisei/Atmosphera, não deu sorte no chaveamento. Logo na estreia da Copa São Paulo de Judô, disputada no último sábado (18) em São Bernardo do Campo, o piracicabano enfrentou Adriano Santos pela categoria leve (-73 kg). Rene ofereceu resistência, mas não impediu a vitória do adversário, que é heptacampeão brasileiro, tricampeão do Troféu Brasil e quatro vezes vencedor do Grand Prix Nacional.

“A frustração é pelo fato de ter feito apenas uma luta. Eu estava confiante, a categoria tinha cerca de 50 atletas,  mas, logo na estreia, enfrentei um adversário de seleção brasileira. Consegui segurar os três primeiros minutos, mas, no último minuto, a luta foi para o chão e ele conseguiu me imobilizar e vencer”, disse o judoca piracicabano. Como ainda não havia chegado às quartas de final, Rene não teve a chance de ir para a repescagem. Por outro lado, Adriano Santos sagrou-se campeão da Copa São Paulo.

RECUPERADO

Apesar da derrota, a participação em São Bernardo do Campo também deixou uma sensação positiva para o atleta da Heisei/Atmosphera. No ABC, ele não sentiu qualquer problema relacionado ao braço. “Fui bem dentro do que eu esperava, não teve desconfiança em relação ao braço, consegui ficar bem tranquilo. Porém, há uma diferença em termos de nível de luta que é muito grande, ele já disputou Campeonato Mundial, é outro patamar. Perdi, mas ficou aquele gosto ruim de não poder realmente ver como estou na questão técnica”, afirmou Rene.

Aos 24 anos, 20 deles dedicados ao judô, o atleta se lesionou na véspera do feriado de Páscoa do ano passado, quando viajava de moto para Maresias (São Sebastião) e sofreu acidente ao bater contra as ‘tartarugas’ da pista. Na ocasião, o judoca quebrou a cabeça do rádio, osso superior do antebraço. “O acidente diminuiu a amplitude dos movimentos de extensão e flexão do braço, mas adaptei isso ao meu jogo e não mudou muito. Hoje, eu não posso arriscar tanto a chave de braço, por exemplo, mas pensando na luta, não muda muito”, completou Rene.

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