Opinião

No caminho certo

*Capa: Michel Lambstein/Divulgação

Com nove reforços já confirmados para a disputa da Série A2 do Campeonato Paulista – Samuel Pires, Luiz Fernando, Oziel, Vinícius Simon, Jonathan Costa, Guly, Jobinho, Fabinho e Éverton – vejo o XV de Piracicaba, neste primeiro momento, no caminho certo Não são jogadores baratos, o que deixa claro que o investimento é maior. Pelo que apurei, os valores giram em torno dos R$ 290 mil, incluindo a comissão técnica. Se analisarmos a realidade do clube, o investimento é mais alto que o normal, praticamente o mesmo valor disponibilizado para a Série D do Brasileiro. Isso não garante acesso, mas permite buscar jogadores mais caros e, na maioria das vezes, de melhor qualidade.

O XV ainda vive indefinições com relação a valores de patrocínio para a próxima temporada, mesmo assim, ninguém está parado, se lamentando. A diretoria executiva tem se esforçado muito na busca por recursos financeiros, procurando ajuda de todas as formas, isso não posso negar. O Alvinegro ainda conta com a possível transferência de Mateus Pasinato para o Brentford, da Inglaterra, o que daria ao clube um desafogo financeiro muito bom para 2018. Dois novos goleiros já foram contratados. Acerta o clube em trazer dois, já que a situação de Pasinato só deve ser definida em janeiro. Se a transferência não ocorrer, serão três goleiros brigando por posição (o que acho desnecessário devido ao investimento) ou alguém poderá ser emprestado.

Tenho acompanhado dos torcedores um certo otimismo em relação à montagem do elenco, o que não é comum quando se trata do XV. Há mais jogadores para chegar. No momento, o clube prioriza a contratação de mais um zagueiro, que, possivelmente, virá para ingressar no time titular. Um lateral-esquerdo ainda deve chegar, fechando o elenco. A idade dos contratados, talvez, seja o único questionamento que ouvi, já que a média gira na casa dos 31 anos.

Não dá para dizer que será um problema, pois vai depender muito das peças escolhidas para entrarem em campo e das características de jogo que o treinador projeta para a equipe. O próprio Piza disse após a eliminação na Copa Paulista, que em consenso com a diretoria, perceberam que era preciso jogadores “mais cascudos”, acostumados a lidar com pressão devido às cobranças que acontecem em Piracicaba. Na Série A2 de 2017, para muitos jogadores jovens que vestiram a camisa do XV, foi como carregar um piano por horas; as pernas não suportavam a tremedeira.

Aos mais velhos que estão chegando, o recado é bem simples. Jogador precisa entender que é preciso cuidar de seu corpo, pois seu trabalho depende dele, que seu comportamento deve ser de atleta profissional e não de boleiro, se ainda almeja algo na carreira, mesmo com idade avançada, pode ajudar bastante a equipe. O planejamento está sendo bem executado, mas os resultados em campo é que serão determinantes para o XV ser aplaudido ou vaiado.

Marcelo Sá é radialista e jornalista na Rádio Jovem Pan News Piracicaba

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