Futebol

Meia Héverton ‘questiona’ esquema de Claudinho

Atleta sugere mudança de formação caso time não consiga resultados positivos

Héverton, meia do XV de Piracicaba
Héverton busca lugar entre os titulares do Nhô Quim (Foto: XV de Piracicaba/Divulgação)

Para o meia Héverton, se não há tempo para adaptação, o estilo de Claudinho Batista dificilmente gera resultado. O jogador classificou nesta segunda-feira (15) o sistema implantado pelo técnico no XV de Piracicaba como “legal”, mas destacou a dificuldade de assimilá-lo. Após três jogos pelo Campeonato Paulista, o Nhô Quim vive um jejum de vitórias e também de gols.  O próximo confronto da equipe está marcado para quarta-feira (17), contra o Rio Claro, no estádio Barão da Serra Negra.

Para Héverton, o sistema do técnico Claudinho Batista é difícil de se “administrar”

“Ele está implantando um sistema que, na minha opinião, é legal, é bom, mas tem de dar liga. Se não der liga o mais rápido possível, acredito que tem de voltar para o trivial mesmo, seja com o 4-4-2 ou 3-5-2. Mas quem sou eu para falar que o professor tem de mudar ou não? Só acredito que, no futebol brasileiro, é bem complicado. Se não tiver um tempo para adaptar a equipe dessa forma, é bem difícil sair com o resultado positivo”, disse Héverton em entrevista coletiva, na sala de imprensa do clube.

O meia destacou que existem atletas no elenco com qualidade e experiência para captar o método do treinador. Porém, segundo Héverton, eles precisam de um prazo adequado para isso. “O sistema que o professor implanta é muito difícil de se jogar, de administrar. É um estilo europeu. Nosso time tem bons jogadores que jogaram fora do país e entendem isso. Isso depende de muito tempo de trabalho”, afirmou. Atualmente, o time piracicabano tem variado entre os esquemas 4-1-4-1, 4-2-3-1 e 4-3-3.

GOLS

O atleta também deu sua opinião quanto à falta de gols do XV na competição. “Temos tentado de uma forma não tão organizada como tem que ser. Infelizmente, está faltando um pouco de confiança e entrosamento. Nosso time tem se pressionado de um jeito fora do normal para fazer os gols, e isso tem atrapalhado também”, relatou o meia, que ainda não teve uma chance como titular no Estadual.

Ele, no entanto, isentou o centroavante Rodrigo Silva da culpa. “Nós de trás temos que entender que temos que deixá-lo uma ou duas vezes em condição de fazer o gol. Indiferente de ser Rodrigo, Rivaldinho ou Patrick, temos que entender como eles jogam”, destacou Héverton, que ressaltou a necessidade de vencer o Rio Claro. “Temos de jogar para frente, de qualquer maneira, e ganhar mesmo se for por meio a zero. O importante é somar os três pontos, assim como foi ontem (domingo, diante do Mogi Mirim)”.

Início