Opinião

Marcar jogador, não a bola

Foto: Mauricio Bento/Líder Esportes

Pelo terceiro jogo seguido, o XV de Piracicaba saiu atrás no placar e mostrou poder de reação. Isso é fato, mas gostaria de destacar uma frase dita pelo atacante Rodolfo, quando o entrevistei no gramado do Morumbi. “A gente sempre leva gol bobo e tem que correr atrás do resultado. Uma hora não vai dar certo”. Curiosamente, os três gols que o XV sofreu na Copa Paulista, a meu ver, foram parecidos. Contra Ituano e Paulista, ninguém marcou o jogador que veio para o rebote. Contra o São Paulo, Shaylon partiu em velocidade e recebeu sozinho na área para o cabeceio. Erros que acontecem porque, enquanto uns atletas marcam jogadores, outros marcam a bola.

Outro erro que não dá para aceitar é o atacante Celsinho dar duas pancadas seguidas em jogadores do São Paulo, no campo de ataque, e ser expulso, prejudicando a equipe. Acerta Cléber Gaúcho quando diz que o jogador merece puxão nas duas orelhas. Abre o olho, Celsinho. Bruninho e Rafael Gomes estão entrando bem nas partidas e pedindo passagem no time titular.

O XV chega à última rodada do primeiro turno como líder do Grupo 3. Nem sendo extremamente otimista eu imaginaria isso. O jogo contra o Red Bull tem tudo para ser um dos mais difíceis nesta fase. A mesma raça dos jogadores e apoio nas arquibancadas, que fizeram a diferença na partida contra o Paulista, podem mais uma vez determinar o resultado. Não acredito que o torcedor apaixonado deixará de ir ao estádio devido à abertura das Olimpíadas, mas tenho a certeza que o público e a renda poderiam ser maiores se os eventos não chocassem os horários, pois muita gente que vai ao estádio é ‘simpatizante’ ao XV e, provavelmente, ficará na frente da TV.

Marcelo Sá é radialista e jornalista na Rádio Jovem Pan News Piracicaba

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