Judô

Judoca critica política de contratação para Jogos

Piracicabano, Giordano Martinelli disputa Regionais pela cidade de Campinas

Giordano Martinelli, judoca da academia Heisei de Piracicaba
Giordano Martinelli é judoca da academia Heisei, mas vai representar Campinas (Foto: Líder Esportes)

Judoca desde que tinha 5 anos de idade, Giordano Martinelli está confirmado na 60ª edição dos Jogos Regionais. Piracicabano, ele vai disputar a competição representando Campinas, entre os dias 20 e 30 de julho, na cidade de Americana. O atleta da academia Heisei, comandada pelo técnico Beninho Mattos, participa do evento na categoria absoluta, sem divisão de peso. “A minha expectativa é lutar bem e ajudar a minha equipe. Vou com a esperança de ser campeão e garantir a classificação para os Jogos Abertos do Interior”, disse.

Faixa preta e dono de títulos regionais e do Campeonato Estadual do Interior, Giordano tem experiência em Jogos Regionais e acredita que vai encontrar dificuldade em Americana. “O nível é alto. Frequentemente, atletas que são, ou foram, da seleção brasileira participam dos Jogos”, afirmou o judoca. “Disputo a competições desde que comecei a praticar o judô. No início, eram campeonatos pequenos, os chamados festivais. À medida que fui crescendo e ganhando experiência, comecei participar de torneios maiores fora da cidade”, contou.

CRÍTICAS

Perguntado sobre a sensação de representar Campinas, Giordano avaliou a situação como ‘estranha’. “Não seria estranho se eu tivesse feito algum tipo de seletiva para representar a cidade e tivesse perdido. Como não foi o caso e nunca houve seletiva, eu acho estranho, sim. Para formar equipes para os Jogos, há, basicamente, três maneiras: somente atletas da cidade; contratados, mas exigindo que eles treinem na cidade, alavancando o nível do esporte local; ou contratar atletas sem a necessidade de vínculo algum com a cidade”, afirmou.

Na opinião do judoca, falta oportunidade para os atletas locais. “A equipe de judô de Piracicaba utiliza o último método para formar equipe. Assim, os atletas contratados não treinam na cidade, fazendo com que não haja melhoria efetiva no judô local, ao mesmo tempo em que a falta de oportunidade desvaloriza os atletas locais. Quando a equipe fica campeã, existe uma ideia ilusória de que há um trabalho com os judocas piracicabanos, quando na verdade é somente uma ‘propaganda inócua’ e um gasto de dinheiro público desnecessário”, criticou.

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