Aikidô

Iniciante no aikidô, autônomo relata melhorias

Praticante há 5 meses, Renato Repizo melhora condição física e relação familiar

Renato Repizo, atleta de aikidô
Renato melhorou o condicionamento físico e a relação com o filho pelo aikidô (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Há cinco meses, o autônomo Renato Repizo, 39, levava uma vida sedentária. O ‘mau exemplo’ foi seguido pelo filho, Nicolas, que aos 6 anos já apresentava sobrepeso. Renato, então, foi recomendado por uma médica a procurar alguma atividade física para Nicolas. Foi quando descobriu o aikidô. “A história começou há cinco meses, quando eu procurava uma atividade física para o meu filho. Ele estava ficando ‘gordinho’, então a médica indicou uma atividade. Descobri o aikidô pela fachada da escola. Comecei a ler sobre a arte, fiquei interessado e aqui estou”, contou o autônomo.

O primeiro contato foi com Roney Rodrigues Filho, sensei fundador da Escola Aiki Kaizen. Depois de três meses apenas levando o filho ao dojo, Renato decidiu entrar no tatame também. O resultado apareceu na balança. “Eu comecei a praticar há quase dois meses. Meu primeiro objetivo era ficar mais perto do meu filho. Fazendo a mesma atividade, senti que poderíamos ficar mais próximos. Além disso, eu também estou acima do peso e gostaria de emagrecer. Nesse tempo que estou aqui, perdi 8 kg”, afirmou.

A rotina é puxada: Renato treina de segunda a sexta-feira e, às vezes, participa dos treinos de sábado, como faz questão de ressaltar. Na primeira vez que pisou o tatame, ele tinha 125 kg. A meta é chegar a 110 kg em dezembro e, depois, reduzir o peso para 90 kg. “Claro que isso tem sido acompanhado da alimentação. A reeducação alimentar exige disciplina e estou sendo disciplinado graças ao próprio aikidô, que ajuda bastante nesse aspecto”, disse Renato, que diz estar mais confiante e disposto desde que começou a treinar.

FAMÍLIA

A relação familiar também melhorou, conforme relata o autônomo. “Meu filho me procura mais para brincar, não fica só atrás da mãe (risos). Nós sempre tivemos essa proximidade, mas hoje isso é mais visível, ele quer treinar em casa, fica fazendo os movimentos. É muito bacana isso”, afirmou Renato. “O aikidô tem uma interferência direta na formação dele. O Nicolas tem se mostrado mostra mais obediente. A figura do sensei é muito importante, ele se espelha, tem respeito. O aikidô é isso: caráter, disciplina, honra. A criança vai adquirindo bons hábitos desde cedo”.

EXPERIÊNCIA

No início do mês, Renato participou do Seminário Internacional de Aikidô, ministrado por Yoshimitsu Yamada Sensei, no Sesc Piracicaba. A experiência, segundo ele, foi especial. “Nunca esperei que pudesse participar de um evento desse porte. O aikidô é realmente uma grande família, não se restringe ao dojo. A humildade é um conceito muito evidente”, afirmou o autônomo, que encerrou a entrevista com uma promessa. “Você ainda vai fazer uma reportagem da obesidade à faixa preta. Isso em cinco anos. Cinco anos para a faixa preta, porque a obesidade vai acabar antes (risos)”, completou.

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