Opinião

Informações sobre o XV de Piracicaba

O noticiário sobre o XV de Piracicaba foi recheado na semana que passou. Nas entrelinhas, algumas informações ficaram para trás.

Como a história mal contada da saída do Ronaldo Guiaro. Não rolou ‘comum acordo’. O que aconteceu foi o seguinte: a diretoria não o queria no cargo de treinador do time sub-20 e ‘sugeriu’ a mudança de função. Ronaldo Guiaro não queria mudar de função, pois está se preparando para ser técnico. Para bom entendedor, basta: olha lá a porta de saída. Até logo.

O Everton Dé, zagueiro com história vitoriosa no XV de Piracicaba, não foi aprovado nos testes para voltar ao clube. Baita situação chata criada sem necessidade alguma. Dé não foi dispensado pela baixa estatura que tem para zagueiro ou pela má fase técnica que atravessa. Dé foi dispensado porque está acima do peso. A dispensa dele estava definida antes do jogo-treino contra o Sindicato dos Atletas.

O XV de Piracicaba não renovou Romarinho por quatro meses e o cedeu para o Água Santa, possível rival na Copa Paulista, por mera ingenuidade. A questão é que o clube decidiu conservar os direitos econômicos sobre o atacante pelo fato de que ele tem uma negociação aberta com o futebol turco. No caso de a transferência se concretizar, Romarinho geraria algum lucro para o XV. E, convenhamos, a diretoria dá sinais cada vez mais claros que a saúde financeira está em estado grave.

Por falar em dinheiro, a atual direção do XV de Piracicaba, somando seus membros, diz nos bastidores que emprestou algo em torno de R$ 700 mil aos cofres do clube. Depois, o Conselho Deliberativo e o Conselho Fiscal dirão como está sendo empregada a grana. É importante a informação. Hoje, qualquer reforço no bolso é bem-vindo. Por isso, os cartolas rezam para que a sondagem recebida por Mateus Pasinato do futebol europeu vire proposta.

Mais que vitórias, o XV corre atrás de alguns tostões.

Leonardo Moniz é jornalista e editor de conteúdo do LÍDER

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