Judô

Heisei prevê mais competições na temporada

Trabalho de formação com crianças passa por superar o medo, diz técnico

Rene Mattos, treinador de judô da academia Heisei/Atmosphera
Rene Mattos, em treino realizado na academia Heisei nesta semana (Foto: Diego Santillana/Líder Esportes)

De volta ao trabalho e com o planejamento traçado para 2018, a Heisei/Atmosphera, equipe piracicabana de judô, estreia na temporada em março, na cidade de Araraquara, que será palco para a Copa Real União. Liderado pelos treinadores Beninho e Rene Mattos, o trabalho foi retomado há três semanas. Atualmente, a equipe tem quatro turmas infantis treinando na academia Heisei, onde também treina um grupo de adultos, e uma turma de crianças no clube Cristóvão Colombo. De acordo com Rene Mattos, após uma semana de readaptação, o ritmo de treinamento foi retomado. Nesta quarta-feira (7), o técnico falou sobre os desafios no trabalho de formação e as expectativas que tem para o ano.

COMPETIÇÕES

“Em 2018, nós pretendemos colocar mais crianças para competir. A iniciativa tem como objetivo o aprendizado deles, tanto na parte técnica do judô, quanto no lado pessoal. As crianças, principalmente, precisam aprender a controlar seus medos. O judô em si está buscando estimular isso. Nas categorias sub-9, sub-11 e sub-13, por exemplo, não é preciso federar os atletas para competirem neste ano. Então, isso é uma forma de incentivá-los”.

DIFICULDADES

“A principal dificuldade que encontramos no trabalho com as crianças é fazê-las enfrentar seus medos. As crianças, hoje, praticam cada vez menos esportes. Assim, para qualquer dificuldade que elas encontram no caminho, elas tendem a recuar, não enfrentar. O judô é uma luta e, claro, você tem um oponente, que para eles representa um obstáculo. A grande dificuldade é fazer as crianças passarem por esse processo e o nosso desafio é mostrar que elas podem vencer. A vitória aqui é a superação, não necessariamente o resultado da luta”.

FATOR PSICOLÓGICO

“Isso conta muito. Nas aulas, sempre colocamos as crianças para lutarem, é uma forma delas sentirem como funciona um combate. Claro que no dia de um evento, o ambiente é diferente. Duas vezes por ano, nós realizamos campeonatos internos, quando temos a situação controlada e sabemos qual adversário cada aluno irá enfrentar. Nós também trabalhamos bastante com brincadeiras, para que as crianças desenvolvam o raciocínio rápido e tenham iniciativa para tomar uma ação. São dois pilares importantes”.

CARREIRA

“Particularmente, eu decidi voltar a lutar em 2018 e quero competir o máximo de competições que eu puder, iniciando pela Copa Real União. O nosso time adulto está bastante animado, temos atletas que querem voltar a lutar, é uma motivação treinarmos juntos e participar de eventos. Passei quase um ano me recuperando de uma fratura no braço esquerdo, mas isso já está superado. Vou lutar sem medo”.

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