Opinião

Gilsinho: erros e acertos

Para começar a escrever sobre a renovação de contrato de Gilsinho para a Copa Paulista, sou obrigado a voltar ao Paulistão 2016 e dar aquela ‘cornetada’. Quando o jogador se lesionou, dia 2 de março, parte da imprensa, aquela que entende que criticar e cobrar ajuda o clube a crescer, questionou a diretoria sobre a possibilidade de substituir o jogador por outro contratado. Vale lembrar que o elenco possuía Héverton e Gerson Magrão lesionados – citar estes nomes me fez lembrar que preciso comprar chinelo -, além de Aloísio com desconforto muscular.

A resposta foi simples. “Em 15 dias o jogador volta a treinar e vamos contar com ele para a segunda fase”. Aí está o ‘X’ da questão. Veio a público a notícia de que o jogador teve ruptura completa do músculo anterior da coxa, cujo tempo de recuperação varia de quatro a seis meses. As perguntas que não querem calar são: Houve paternalismo ou incompetência? O departamento médico comunicou a diretoria sobre a gravidade da lesão? Se comunicou, porque a diretoria não tomou providências? Hoje, não há mais importância – o XV caiu! Talvez houvesse a oportunidade de tentar algo diferente com outro contratado. Se questionadas, cada parte defenderá o próprio lado…

Sobre a renovação de contrato, vejo com bons olhos. Não dá para dizer que qualquer jogador que servia para a Série A1 não serve para a Copa Paulista. Lógico que as opiniões divergem – e devem ser respeitadas. Para continuar em Piracicaba na Série A2, Gilsinho terá que provar em campo que é merecedor. Tem potencial, mas no futebol você precisa sempre estar provando.

Outro aspecto que deve ser analisado para a renovação é o financeiro. Gilsinho tem ainda aproximadamente dois meses de recuperação. Desde março, o atleta recebe os vencimentos da Carteira de Trabalho pelo INSS, porém, o direito de imagem é pago ‘por fora’. O XV é obrigado a acertar o valor referente à imagem enquanto o jogador estiver em tratamento. Por dois meses, o clube terá que pagar  R$ 24 mil – R$ 12 mil por mês. Acerta a diretoria ao entrar em acordo com o atleta, dividindo o valor por seis meses de contrato. Acerta o jogador ao aceitar o acordo, pois tem pretensões de continuar no clube ano que vem. O que não pode acontecer é inscrevê-lo na Copa Paulista enquanto não estiver em condições de jogo.

Boa sorte ao Gilsinho e boa sorte ao XV de Piracicaba, mas, lembrem-se: se não forem bem, serão cobrados.

Marcelo Sá é radialista e jornalista na rádio Jovem Pan News Piracicaba

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