Natação

Fabíola Molina acredita em ‘bom papel’ em casa

Em visita a Piracicaba, ex-atleta vê chances de pódio, mas com dificuldades

Fabíola Molina, ex-atleta da seleção brasileira de natação
Fabíola Molina diz que o Brasil terá dificuldade para chegar ao Top 10 nas Olimpíadas em casa (Foto: CBDA)

Em visita à Escola Estadual Antonio Pinto de Almeida Ferraz (Apaf), em Piracicaba, a ex-nadadora Fabiola Molina disse que acredita em boa campanha dos brasileiros nas piscinas do Parque Aquático dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que começam dia 5 de agosto. A ex-atleta deposita as esperanças principalmente em Bruno Fratus, Felipe França e Thiago Pereira. No feminino, a maior expectativa é por Etiene Medeiros. Porém, a pernambucana foi pega em exame antidoping e ainda não sabe se irá competir do Rio de Janeiro.

Fabiola Molina esteve nesta quinta-feira (23) em Piracicaba. A ex-nadadora foi a convidada de honra da abertura dos Jogos Escolares da Apaf. A atividade conversou sobre a própria carreira e conquistas para os cerca de 300 alunos da instituição de ensino. Após deixar as piscinas, a ex-nadadora tornou-se empresária e comentarista dos canais Sportv. Com a experiência de três Olimpíadas no currículo, Fabiola Molina disse que o fato de estar no maior evento esportivo do planeta é motivo de orgulho. “Independente de medalhas, você participar dos Jogos é a coroação de todo o trabalho”, afirmou.

APOSTAS

A ex-nadadora acredita que a equipe masculina brasileira chega forte para a competição, mas terá muitas dificuldades para superar principalmente os americanos e os australianos na Olimpíada em casa. “Temos chances com Bruno Fratus (50 m e 100 m livres), Felipe França (50 m e 100 m peito) e Thiago Pereira (200 m medley). Mas sabemos que é muito difícil, principalmente com o Thiago, que terá o Michael Phelps pela frente”, analisou.

Sobre a equipe feminina, Fabiola entende que as chances são reduzidas, ainda mais se o Brasil não contar com Etiene Medeiros. A atleta foi pega no antidoping em maio e aguarda o julgamento para saber se vai ou não aos Jogos. “Esperamos uma pena branda, de no máximo dois meses, para que ela tenha condições de disputar a Olimpíada”, disse a ex-atleta, que vive atualmente em São José dos Campos, no Vale do Paraíba. Segundo ela, a meta do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) de o Brasil ficar entre os dez melhores dos Jogos do Rio-2016 dificilmente será alcançada.

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