Kickboxing

Exemplo, ‘Mangue’ coleciona títulos aos 52 anos

Piracicabano dedica a vida aos esportes desde quando começou no atletismo

Mangue Seco, lutador de kickboxing da equipe Company Top Fight
Aos 52 anos, Mangue Seco espera chegar bem e lutando na casa dos 60 (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Aos 8 anos, Vitor Wagner começou a se destacar na prova dos 400 m com barreira. Velocista, ele passou quase dez anos no atletismo antes de se dedicar ao futebol. Na bola, chegou a ser profissional e defendeu o Rio Claro, na posição de zagueiro, mas logo deixou o gramado para treinar kung fu. Há 38 anos, Vitor Wagner conheceu a capoeira, expressão cultural da qual é mestre. No esporte, ganhou o apelido de Mangue Seco. A capoeira, porém, não foi o ‘último ato’ do piracicabano: cinco anos atrás, ele passou a treinar kickboxing, modalidade em que coleciona títulos.

“Nunca deixei de praticar esportes”, contou Mangue, hoje com 52 anos. O início no kickboxing aconteceu após o convite do treinador Wilson Teodoro, líder da equipe Company Top Fight. De lá para cá, Mangue Seco medalhou no Sul-Americano do Chile, em 2015, e no Pan do México, em 2016. Polivalente, ele disputa três categorias: point fight, kick light e light contact, todas na divisão 74 kg máster. O ano de 2017 foi praticamente perfeito para o atleta, que se sagrou campeão da Copa Tatame, Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.

Para fechar a temporada, Mangue Seco voltou de Foz do Iguaçu (PR) com três medalhas no Sul-Americano: prata no kick light e ouro no point fight e light contact. “Fiquei muito satisfeito com o meu desempenho neste ano, desde os treinamentos aos resultados nas competições. Eu sou faixa azul de kickboxing e luto apenas contra faixas pretas na categoria máster. A cada campeonato, recebo elogios dos meus adversários, que dizem como estou evoluindo e melhorando. Para mim, é motivo de orgulho”, afirmou.

PLANEJAMENTO

O planejamento de Mangue Seco para 2018 já começou. O piracicabano irá participar do Paulista, Brasileiro e Copa do Brasil. A expectativa para o fim do ano é a classificação para o Pan, embora haja um objetivo maior além das competições: chegar aos 60 anos lutando. “Pela confederação, o limite é de 55 anos. Passando disso, eu tenho que realizar alguns exames para continuar. Eu incentivo bastante a molecada, acabo virando um exemplo para os mais jovens. A postura exige responsabilidade, você se transforma em um espelho”, disse.

A rotina do kickboxing é intensa e, para seguir em alta, Mangue Seco sabe que terá de continuar abrindo mão do próprio lazer. Casado, ele tem dois filhos e três netas. A compreensão da família, segundo ele, é essencial para permanecer no esporte. “O esporte exige muita dedicação e alguns sacrifícios. Não bebo e nunca fumei, vivo bem com a disciplina. A minha esposa está bem consciente do que é isso; tenho 38 anos de capoeira e ela me conheceu treinando. Hoje, treino todos os dias de manhã e de tarde, e ainda dou aula à noite. Sou feliz com o que faço”, completou.

Mangue Seco, lutador de kickboxing da equipe Company Top Fight

Mangue Seco coleciona medalhas na carreira de kickboxer (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

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