Aikidô

Exame de graduação homenageia crianças

Guilherme Lopes e Davi Buck completaram cinco anos praticando a arte

Exame de Graduação - Escola Aiki Kaizen de Aikidô
Davi e Guilherme querem permanecer no aikidô enquanto puderem (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

A Escola Aiki Kaizen Piracicaba realizou no último dia de novembro o exame de graduação infantil e juvenil para alunos de 4 aos 11 anos. A avaliação inclui provas oral e técnica, e tem como objetivo reforçar o compromisso de meninos e meninas com o aikidô. “A responsabilidade aumenta e, após a conquista da nova graduação, que teve no mínimo seis meses de prática, servirá de exemplo para os que ingressarem na arte”, disse o sensei Roney Rodrigues Filho, um dos fundadores da Escola.

“Nós entendemos o aikidô como uma ponte: comprometimento, disciplina e respeito devem ser transferidos para as responsabilidades com a família e escolares, não pode existir divisão”, complementou. Na atividade, é comum ver os alunos apreensivos, ansiosos com o exame. O ‘frio na barriga’ para ir bem é considerado algo saudável e positivo pelo sensei. De acordo com ele, as crianças aprendem assim a trabalhar e controlar os sentimentos. “Fortalecemos o físico, alongamos e queimamos energia; isso, as crianças têm de sobra”.

A data foi ainda mais especial para dois meninos que completaram cinco anos de aikidô: Guilherme Guimarães Lopes, 11, e Davi Barbosa Buck, 10. “São garotos sensacionais, sempre dedicados, presentes e motivados. Quando se fala de aikidô, os olhos deles brilham. Nada disso seria possível sem o apoio familiar: os pais estão lá, entram na Escola, procuram saber do desenvolvimento dos filhos, contam sobre os seus anseios e dificuldades. É o famoso trabalho em conjunto, com a Escola funcionando como a extensão do lar”, disse o professor.

A tese do sensei é fácil de se comprovar. Basta perguntar aos meninos sobre a arte. “É uma grande honra, o aikidô é nobre e honesto. Eu quero praticar sempre. Pretendo ser ‘paleontólogo astrofísico’ e morar nos Estados Unidos quando me formar no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Mesmo lá, vou continuar praticando”, garantiu o Guilherme. Davi ainda não sabe qual profissão vai escolher, mas, como o colega, não se vê fora do aikidô. “É uma arte marcial que você não precisa ficar lutando, sem agressão. Eu não sei o que vou fazer, mas sei que quero continuar no aikidô mesmo quando eu for vovozinho (risos)”, completou.

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