Futebol

Ex-atacante, Claudinho vive ‘seca’ como técnico

Treinador fez cinco partidas no comando do XV e ainda não comemorou gols

Claudinho Batista, treinador do XV de Piracicaba
Claudinho Batista diz que solução para a seca de gols é insistir no trabalho (Foto: Líder Esportes)

Apenas duas rodadas foram disputadas no Paulistão, mas o XV de Piracicaba parece já identificar o maior problema da equipe: a falta de gols. Após perder para o Corinthians pelo placar mínimo na estreia, fora de casa, e empatar nesta quinta-feira (11) contra o Água Santa no estádio Barão da Serra Negra, a preocupação é com o ataque, que ainda não desencantou e criou pouco nas duas partidas pelo Estadual. A inquietação aumenta quando são levados em conta os números de Claudinho Batista: em cinco jogos oficiais sob o comando do treinador, o Nhô Quim não marcou nenhum gol.

Claudinho já usou dez homens de ataque desde que chegou ao clube piracicabano

Claudinho estreou como técnico do time piracicabano no dia 4 de setembro do ano passado, ainda na primeira fase da Copa Paulista. Em casa, o XV ficou no 0x0 contra o Rio Branco. Na sequência, a equipe alvinegra foi até Santa Bárbara d’Oeste e sofreu sua pior derrota na competição: 3×0 para o União Barbarense. A despedida melancólica da Copa Paulista aconteceu contra o Independente, novamente no Barão da Serra Negra. Com novo empate sem gols, o XV foi eliminado com pior campanha da história do clube no torneio.

No Paulistão, o desempenho contra Corinthians e Água Santa preocupa. Levantamento estatístico feito pelo LÍDER aponta que o Nhô Quim acertou a meta adversária apenas três vezes em 180 minutos – foram duas finalizações certas contra o time de Diadema e somente uma na Arena Corinthians. “Temos que trabalhar uma aproximação ao Rodrigo (Silva, centroavante). Vi uma evolução interessante com o Aloísio tentando encostar nele. Às vezes, não surte efeito. Mas vamos trabalhar mais essa situação. Estamos finalizando pouco por dentro e, às vezes, os atletas preferem passar a arriscar uma batida. Temos que trabalhar mais infiltração. É isso que está faltando”, disse Claudinho.

TENTATIVAS

Não foi por falta de experimentos que o XV ainda não marcou na ‘era Claudinho’. Nos cinco jogos desde que assumiu o clube, o técnico utilizou dez atacantes: Adílson, Celsinho, Choco, Diney, Fabinho, Henrique Santos, Henry, Matheus de Paula, Patrick e Rodrigo Silva. A receita para corrigir os problemas ofensivos, segundo Claudinho, é o trabalho. “A ausência de gol preocupa sim. Fui atacante e sabemos que há momentos em que o atleta se entristece quando precisa do gol e sai de campo sem uma oportunidade real. É o que está acontecendo com o Rodrigo. Ele não teve chance para dizer: ‘Eu perdi um gol’. Mas estamos trabalhando para que isso aconteça”, afirmou o técnico.

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