Muay Thai

Evento ‘leva’ muay thai a crianças e adolescentes

O técnico Frederico Molina foi o responsável por conduzir aula para 30 pessoas

Evento Semear - Frederico Molina
A atividade foi realizada em uma chácara no bairro Pau Queimado (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Com a participação de cerca de 30 crianças e adolescentes, foi realizado no último sábado (3) o evento Semear, organizado pela Igreja do Evangelho Quadrangular do Morumbi na Chácara 5 Irmãos, Residencial Paineiras, bairro Pau Queimado, em Piracicaba. Ao longo do dia, a programação, que também foi promovida por Marcelo Rodrigues Santana, incluiu atividades físicas, de lazer e estudo da Bíblia. Treinador da equipe Extreme Fight, Frederico Molina foi o responsável por comandar uma aula de muay thai e ceder os equipamentos aos alunos.

“O evento foi extremamente importante para iniciar os meninos menos favorecidos numa inclusão social. Sempre que os meninos e meninas podem se envolver com a palavra de Deus, temos certeza que estamos direcionando para o caminho do bem. O esporte entra como o fator de socialização. A maioria ali pratica o futebol, que é o esporte maio popular do país, mas apresentar o muay thai com todos os equipamentos foi uma novidade. Muitos apenas ouviram falar e ainda confundem com o MMA”, contou Molina.

RESPONSABILIDADE

O técnico tem bagagem no que diz respeito a explorar o aspecto social do esporte. Em julho, a academia Extreme Fight, em parceria com o Sasieq (Serviço de Ação Social da Igreja do Evangelho Quadrangular), arrecadou e distribuiu cerca de 200 cobertores e 600 agasalhos, além de mais roupas, sapatos e outros itens de proteção contra o frio. Na última visita, realizada na comunidade da Portelinha, foram entregues dez cestas básicas pelo Sasieq.

No primeiro semestre, Molina realizou aulas de muay thai para 20 alunos da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). A atividade tinha como objetivo incentivar os alunos excepcionais no combate à obesidade infantil e ao sedentarismo, por meio de exercícios físicos. “É uma forma mais humana de entender aquilo que fazemos”, afirmou o treinador. “O trabalho de base bem feito, com jovens que não tem acesso aos esportes mais elitizados, pode ser um ‘pesqueiro’ de futuros grandes atletas, sem contar que podemos lapidar seus valores”, completou.

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