Opinião

Estaremos bem mais fortes em 2020

A decisão do COI (Comitê Olímpico Internacional) de incluir mais cinco esportes no programa olímpico foi, a meu ver, altamente benéfica para o Brasil. Afinal, ao confirmar karatê, skate e surfe no cardápio dos Jogos, podemos sonhar com mais pódios em Tóquio 2020. O COI incluiu ainda a escalada esportiva e o beisebol.

Atualmente, estamos no primeiro mundo do surfe. As últimas taças conquistadas nas ondas de todo o mundo mostram a força do ‘Brazilian Storm’ (Tempestade Brasileira, em tradução livre do inglês), nome dado aos brasileiros que disputam o Circuito Mundial. Filipe Toledo, Adriano de Souza, o Mineirinho, e Gabriel Medina, entre outros, são, desde já, esperanças de medalhas no Japão.

O skate é outra tradição tupiniquim. Bob Burnquist e Sandro Dias, o Mineirinho, além de Pedro Barros, da nova geração, é uma pequena mostra do quanto o nosso país está bem servido neste esporte. Pena que os dois primeiros não devem chegar em Tóquio pela idade já ‘avançada’. O karatê também é uma esperança principalmente pela tradição de lutas do Brasil. Piracicaba tem dois atletas na seleção brasileira adulta – Natalia Brozulatto, medalha de ouro os Jogos Pan-americanos, e Hernani Veríssimo, campeão da Copa do Brasil, Sul-Americano e Pan-Americano. O técnico da equipe piracicabana, Diego Spigolon, também dirige a seleção brasileira.

O COI aprovou por unanimidade, em sessão de seu congresso nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, a inclusão dos cinco novos esportes – assim o programa olímpico passará a ter 33 modalidades em Tóquio 2020. A entrada dos novos esportes era esperada, e atende a uma intenção do COI de atrair novos públicos, especialmente os jovens. São três esportes ditos ‘radicais’ – o surfe, no mar; o skate, urbano; e a escalada, a céu aberto – e duas modalidades que contaram com o lobby do país-sede: o Japão é muito forte no beisebol e no karatê e assim espera aumentar o número de medalhas em casa. Lamento a não inclusão do futsal no programa olímpico. É um dos esportes mais praticados no mundo e com muitas conquistas para o Brasil.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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