Kickboxing

Em boa fase, Piacentini vai treinar na Europa

Lutador piracicabano vem de três títulos seguidos e embarca para Espanha

Gustavo Piacentini, lutador de kickboxing
Piacentini é o atual tetracampeão brasileiro e da Copa do Brasil (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Gustavo Piacentini está de malas prontas para a Espanha. O lutador piracicabano vai passar a pré-temporada em solo europeu, em treinamento, e vive a expectativa de fazer uma luta profissional no Velho Continente após um ano que ele mesmo classifica como positivo e de muito aprendizado. Invicto no circuito amador e ainda reticente pelas derrotas sofridas no WGP, Piacentini encerrou a temporada embalado por três conquistas consecutivas: o sexto título dos Jogos Abertos do Interior, o tetracampeonato da Copa do Brasil e o inédito ouro no Pan-americano, em Cancún.

“Foi um ano positivo. Ganhei tudo que disputei no circuito amador, mas o que marca, no sentido do aprendizado, é a derrota. Uma derrota equivale a dez vitórias para você aprender com os próprios erros”, disse o lutador. O ano de 2016 começou com uma experiência nova para o atleta, que participou pela primeira vez de uma competição no tatame, a Copa São Paulo, em Bauru. “Fui bem, apesar de nunca ter lutado antes no tatame. Venci as três primeiras, mas não fiz a final”, afirmou o piracicabano. Lesionado, ele preferiu se poupar para o WGP 29.

Em Maringá (PR), Gustavo Piacentini foi derrotado por Hector Santiago na decisão da categoria 60 kg (K1) pela principal competição do circuito latino-americano profissional de kickboxing. O piracicabano estreou com vitória sobre Bruno Cerutti, mas perdeu a final por pontos. “Fui muito elogiado pelos especialistas, fiquei feliz com o rendimento, porque foi uma das melhores lutas do peso. Foi uma luta muito parelha”, disse o atleta, que logo na sequência conquistaria o tetracampeonato brasileiro em São Paulo, categoria 63,5 kg (K1).

APRENDIZADO

A situação mais complicada que Piacentini enfrentou na carreira também ocorreu em 2016. Lutando em casa, o piracicabano foi nocauteado pela primeira vez contra o boliviano Renzo Martinez, ainda no primeiro round, pelo WGP 31. Após a derrota, Piacentini demorou cerca de dois meses para retomar a confiança. “Foi o momento mais marcante, digo isso na questão de aprendizado. Todo mundo sabe o que aconteceu. Fiquei parado para recuperar a confiança e, felizmente, consegui voltar mais forte”, contou.

O revés sofrido em Piracicaba serviu de impulso para as três últimas competições do ano. Depois do período de ‘luto’ e recuperação psicológica, veio o retorno triunfal: tetracampeonato da Copa do Brasil, sexto título dos Jogos Abertos do Interior e, finalmente, a medalha de ouro no Pan. “Foi difícil encontrar palavras, a alegria foi imensa e serve de motivação para voltar ainda mais forte ano que vem”, completou Piacentini, que ao longo da temporada teve o suporte dos treinadores Wilson Teodoro e Marcos Ribeiro, além do preparador físico Yuri Henrique – o atleta tem o apoio da academia Fit Me e da MP Suplementos.

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