Muay Thai

‘É preciso resgatar os valores da arte marcial’

De volta ao esporte, Frederico Molina recebe reconhecimento internacional

Frederico Molina, treinador de muay thai
Molina vê a necessidade de resgatar os valores tradicionais da arte marcial tailandesa (Foto: Líder Esportes)

Há quase 25 anos no muay thai, Frederico Molina recebeu em agosto, na cidade de Campinas, a maior honraria da carreira: o grau vermelho 10º khan (professor reconhecido) pela Kru Muay Thai Association, maior entidade gestora da arte marcial na Tailândia. O exame de graduação é válido pela MTB (Muay Thai Boran Brasil) e pela Sit Hinthong Muay Thai. Com a graduação, Molina pode exercer a atividade de professor da arte marcial tailandesa em qualquer lugar do mundo.

Em 2017, a Muay Thai Boran Brasil selecionou professores e treinadores para participar de cursos e seminários de capacitação. A iniciativa foi de Arjarn Fabiano Kruschewsky, primeiro brasileiro a ser reconhecido como mestre na Tailândia. “A capacitação foi para disseminar a essência do muay thai no Brasil. A arte perde suas características quando é conduzida sem a qualificação adequada para exercer tal função. Na Tailândia, as autoridades máximas do esporte não entendem como existem tantos mestres e grãos mestres no Brasil, sem que haja reconhecimento pelo país do muay thai”, disse Molina.

“A arte tem sua essência, sua história e sua cultura.  As técnicas são incrivelmente elaboradas e condicionadas com treinamentos específicos. Na minha opinião, esse é o caminho a ser seguido daqui para frente. Vivenciar a cultura da Tailândia será fator que pode fazer a diferença na formação de futuros treinadores e professores”, ressaltou. Segundo Molina, o grau vermelho é o reconhecimento por nunca ter abandonado os valores e suas convicções sobre o muay thai. “Respeito, lealdade, disciplina, humildade e mansidão aos superiores nunca vão sair de moda”.

REPRESENTANTE

Molina representa em Piracicaba a equipe Sit Hinthong Muay Thai, liderada pelo Kru Mauro Breda (12º khan). Nas aulas, o professor não abre mão da metodologia tradicional. “Usamos os nomes de golpes em tailandês, as regras do esporte jogado na Tailândia. O aprendizado é contínuo”, afirmou. Após a equipe Extreme Fight Piracicaba encerrar suas atividades, o professor ficou seis meses estudando a arte. De volta ao cenário, ele dá aulas atualmente no clube Cristóvão Colombo. “É um projeto muito interessante. O clube tem uma história vitoriosa nas artes marciais e o muay thai hoje é muito procurado, pois trabalha todos os grupos musculares do corpo de forma dinâmica”, completou Molina.

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