Opinião

É preciso caminhar

*Capa: Mauricio Bento/Líder Esportes

Passado o êxtase de disputar novamente uma competição nacional após vários anos, voltamos ao martírio da Copa Paulista. Por pior que seja o nível técnico da competição, ela terá que ser encarada com um pouco mais de carinho pela diretoria do XV de Piracicaba. Se quiser voltar a disputar a Série D do Brasileiro em 2018, só resta esse caminho e é preciso ser campeão ou, na pior das hipóteses, torcer para que apenas os times que já possuem vaga nas séries A, B, C e D terminem à frente do XV – Mirassol, Santos e São Paulo.

Em 2016, o objetivo era gastar pouco e fazer uma boa base para a Série A2 do Paulista. O XV sagrou-se campeão, gastou pouco, e ganhou a vaga no Brasileiro. Criou-se uma ilusão, acreditando demais na base para o campeonato estadual, o que quase causou um rebaixamento. Hora de ficar atento para não cometer o mesmo erro. O foco em 2017 é o mesmo, já que a grana é curta. Acredito que se o XV conseguir segurar os principais jogadores que se destacaram na atual temporada (Mateus Pasinato, Léo Carvalho, Gilson, Formigoni e Tito) e buscar outros bons valores que cheguem para assumir a titularidade, é possível sonhar alto na competição.

Claro que também é preciso jogadores para compor o elenco, pois são 13 vagas a serem preenchidas. É preciso trazer jogadores pensando na A2 do Paulista, mas oferecendo R$ 1.000 de salário vai ser difícil. Mais uma vez será preciso parcerias a custo zero, pois as contas estão difíceis de fechar. Algumas delas devido ao barato que sai caro, outras por questões jurídicas. O planejamento não era de disputar a Copa Paulista, por diversos motivos, entre eles o financeiro, mas, pelo que tem sido divulgado quando é rescindido um contrato – acordo amigável – entendo que não foi usado todo o valor com salário que seria gasto até setembro com os atletas mais caros, que foram contratados para o Brasileiro. Então é possível contratar.

Eu esperava uma movimentação mais rápida em busca de reforços, mas o XV nem bateu o martelo ainda para dizer se o Xandão continuará como treinador. Então, vai ficando. Pelas conversas de bastidores, com dirigentes e jogadores, cheguei a conclusão que a eliminação da equipe na Série D, foi parecida com a morte de um ente querido, onde as pessoas perdem a motivação e demoram um pouco para se reerguer. A tristeza é grande, a ferida ainda é recente, mas é preciso caminhar. Bola para frente XV. Se não deu certo dessa vez, dará na próxima. Analisar os erros e corrigi-los. Hora de levantar a cabeça e dar a volta por cima.

Marcelo Sá é radialista e jornalista na Rádio Jovem Pan News Piracicaba

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