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Clube tem 24 processos na Justiça do Trabalho

Número contradiz presidente Boaventura, que diz ter reduzido para três ações

Rodrigo Boaventura, presidente do XV de Piracicaba
O advogado Rodrigo Boaventura é o atual presidente do XV de Piracicaba (Foto: FPF/Divulgação)

O XV de Piracicaba responde atualmente por 24 processos na Justiça do Trabalho. A informação é pública e consta em certidão extraída pelo portal do TRT-15ª Região (Tribunal Regional do Trabalho). O número contradiz a declaração dada pelo presidente do clube, Rodrigo Boaventura, para a Gazeta de Piracicaba – em reportagem publicada sábado (16), o dirigente disse que o XV reduziu “de 120 para três” o número de processos trabalhistas em sua gestão. O valor aproximado da dívida atual é de R$ 2,2 milhões.

Em 2011, o clube anunciou o fim das penhoras de rendas e cotas de patrocínio

As ações correspondem ao período entre 1998 e 2016 e correm na 1ª, 2ª e 3ª Vara do Trabalho de Piracicaba – a prescrição trabalhista é de dois anos a partir do término do contrato. LÍDER tentou entrar em contato com Rodrigo Boaventura, mas não conseguiu localizá-lo – o telefone estava desligado. O advogado Ramon Bisson Ferreira não pôde atender a reportagem devido a um compromisso particular. A assessoria de imprensa informou que o clube deve abordar o assunto nesta quarta-feira (20).

O processo de unificação de dívidas do XV de Piracicaba começou a ser desenhado em 2005, quando o clube tinha como presidente Renato Bonfíglio – a homologação ocorreu apenas em 2006. Na época, o clube respondia 78 ações trabalhistas, mas o valor total da dívida rondava a casa de R$ 10 milhões. Na gestão de Adílson Maluf (2006-2007), houve litígio: o cartola entendia que o clube deveria pagar as dívidas com o percentual sobre a arrecadação líquida, enquanto a Justiça exigia a porcentagem referente à renda bruta.

PENHORAS

Em 2011, com Luis Beltrame no comando, o XV anunciou o fim de penhoras de rendas e cotas de patrocinadores, após decisão tomada pelo juiz Firmino Alves Lima, mediante apresentação do Plano de Administração de Dívidas, para a Justiça do Trabalho – solução também encontrada por Bragantino e Ponte Preta. O acordo ainda prevalece – atualmente, o XV deposita cerca de R$ 100 mil mensais no primeiro semestre, valor reduzido na segunda metade do ano por conta da saúde financeira do clube.

Na gestão de Beltrame, o Nhô Quim diz que conseguiu quitar quase 60% dos processos trabalhistas – a diretoria priorizou as ações de ‘menor custo’. Entre 2013 e 2015, quando Celso Christofoletti assumiu o comando, o clube garantiu que reduziu ainda mais o déficit. “Pegamos o XV de Piracicaba com R$ 7,2 milhões em dívidas e deixamos o clube com R$ 2,1 milhões em dívidas, ou seja, pagamos pouco mais de R$ 5 milhões”, afirmou Christofoletti ao apresentar o balanço financeiro do clube à imprensa após o encerramento do mandato.

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