Futebol

Treinador dispara contra pai de diretor da base

Elírio Oriani, pai de Ivan, nega afirmação de Claudinho: 'foi um mal-entendido'

Ivan Oriani, diretor de base, e Matheus Bonassi, coordenador de projetos do XV de Piracicaba
Ivan Oriani (à esquerda) é diretor adjunto das categorias de base (Foto: Michel Lambstein/XV de Piracicaba)

O técnico do XV de Piracicaba, Claudinho Batista, desabafou nesta sexta-feira (29) sobre os episódios vividos nos últimos dias pelo clube em relação ao estado de saúde do lateral-direito Canavarros, que sofreu um edema cerebral no início da semana. Na entrevista coletiva concedida antes do treino desta tarde, que foi realizado com os portões fechados para a imprensa, o treinador admitiu estar ‘assustado’ pela notícia e relevou irritação ao ser abordado por um homem que se identificou como pai de um diretor de base do clube.

“Pelo fato de ser piracicabano, fui abordado por um senhor que eu não conhecia. Ele disse que eu estava pegando uma ‘bucha’ (ao assumir o XV). Não sei por que disse isso, não sei até onde vai a informação dele. Depois, ele me falou: ‘Mal chegou a Piracicaba e já está matando jogador’. E ele é pai de um funcionário do XV de Piracicaba, de um diretor da base”, disparou Claudinho.

LÍDER apurou que o técnico se refere a Elírio Oriani, pai do diretor adjunto das categorias de base do XV, Ivan Oriani. A reportagem entrou em contato com Elírio, que deu outra versão. “Realmente conversei com ele (Claudinho), mas não falei nada disso não, jamais. Foi um mal-entendido, imagine só: um quinzista como eu falar mal do XV. Que o trabalho dele vai ser difícil, isso com certeza, não é verdade? Mas sobre o jogador eu não falei nada disso. O Claudinho estava com pressa, tenho certeza que foi um mal-entendido”, disse Elírio. “Meu pai tem 76 anos e nunca vi ele falar algo assim. Desnecessário esse tipo de comentário”, completou Ivan.

ABATIMENTO

Em relação ao elenco, Claudinho admitiu que está cabisbaixo com a situação vivida por Canavarros. “O chefe, quem comanda, tem que ter uma serenidade muito grande e não consegui esconder o que sinto. É um momento muito difícil pelo que aconteceu. Temos feito muitas orações. Temos que dar continuidade ao nosso trabalho, mas é difícil. Nós nos preocupamos com o lado humano. Um atleta até me abordou falando que eu estava para baixo, e eu estava mesmo. Estou sofrendo muito”, disse.

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