Opinião

Calculadora na mão

*Capa: Mauricio Bento/Líder Esportes/Orientec

Após oito rodadas do Campeonato Paulista da Série A2, temos uma constatação: mesmo não tendo um supertime, o XV de Piracicaba, se encontrar o mínimo de organização tática e um futebol de bom nível apenas, consegue o acesso à elite em 2018.  A competição é nivelada por baixo, com equipes muito fracas. Isso incluindo o Alvinegro. É chutão para todo lado, ligação direta para o atacante se virar no setor ofensivo, times ‘espaçados’ e falta de jogadores de qualidade. Não se vê nem jogadas de ‘bola parada’ com a sensação de que houve ensaio prévio durante os treinamentos.

Na minha opinião, exceto as equipes do São Caetano e Água Santa – que deverão ficar com duas vagas às semifinais – tudo pode acontecer com as outras vagas restantes à sequência do torneio de acesso. Os outros 18 clubes, ‘é tudo japonês’, ou seja, a mesma cara, o mesmo futebol… Por isso, acredito que ainda dá para o XV. Ouço e leio nas redes sociais muitos torcedores desanimados, dizendo que o Alvinegro vai lutar para não cair. Não é para tanto, apesar de serem rebaixados seis neste ano. Porém, o time precisa melhorar. A Série A2, apesar do baixo nível, não é e nunca será a Copa Paulista, que o Nhô Quim venceu com justiça.

Ao analisar a campanha do time de Cléber Gaúcho até aqui, o que me preocupa é o excesso de empates: cinco em oito partidas. É muita coisa. Com a vitória marcando três pontos, o resultado de igualdade se torna prejuízo, ainda mais atuando em casa. Foi assim diante do Taubaté (2×2) e do Mogi Mirim (1×1). Somou um ponto também contra o Rio Preto (2×2), Água Santa (1×1) e Barretos (1×1), esses três fora de casa. Resultado: 11 pontos conquistados e meio da tabela, na 10ª colocação.

O Alvinegro também já atuou cinco vezes no Barão da Serra Negra. Com 15 pontos em jogo, o XV somou apenas oito, com duas vitórias (contra Guarani e Velo Clube), dois empates (Taubaté e Mogi Mirim) e uma derrota (Sertãozinho). Muito pouco para quem sonha alto. Agora é hora de reação. Quase na metade da etapa de classificação. Não pode haver mais vacilos. Serão seis partidas fora de casa e cinco na Noiva da Colina. A começar por uma sequência de dois jogos longe de seus domínios, em Penápolis e em Rio Claro. São 33 pontos para marcar pelo menos mais 21 pontos. Com 32 pontos, acredito que o Nhô Quim se garante no G4.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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