Futebol Americano

Bucci vê ano satisfatório e quer evolução em 2017

Head Coach analisa temporada dos Cane Cutters e lamenta falta de apoio local

John McGraw e Marco Bucci, técnicos da equipe de futebol americano Piracicaba Cane Cutters
McGraw e Bucci orientam os Cane Cutters à beira do gramado (Foto: Leonardo Moniz/Líder Esportes)

Desfalques, elenco reduzido, falta de apoio local e lesões. Apesar dos contratempos enfrentados ao longo do ano, os Cane Cutters encerram 2016 de forma satisfatória, com a inédita classificação para os playoffs da Taça 9 de Julho. A evolução ainda não é considerada ideal, mas a equipe piracicabana parece ter consciência de que a ascensão se dá passo a passo. Nesta quarta-feira (14), o head coach Marco Bucci avaliou a temporada da equipe no full pad, destacou o crescimento do setor defensivo, admitiu que o ataque precisa de ajustes e lamentou o fato de os Cutters, pela primeira vez desde a fundação, não sediar uma partida em Piracicaba.

LÍDER: Qual é a avaliação que se faz da temporada?
Não alcançamos o ideal, porém, levando em consideração a conjuntura, o contexto de tudo o que aconteceu neste ano, nossa campanha foi aceitável. Obviamente que sempre há espaços para melhorias e não quero falar sobre especulações, mas temos plena certeza de que a equipe completa, 100% saudável, sem lesões, teria condições de estar em uma posição bem melhor na classificação geral. Tivemos muitas lesões. Nós fizemos dois jogos na fase classificatória sem o quarterback (QB) e um deles nós perdemos por um touchdown. Se o QB estivesse jogando, a situação poderia ser diferente e isso poderia nos dar uma classificação melhor, um emparelhamento diferente nos playoffs. Mas, isso tudo é especulação e a nossa equipe não é a única que perde atletas por lesões. No geral, o desempenho foi satisfatório.

‘Pela primeira vez desde 2009, não fizemos sequer um jogo em Piracicaba, o que é absolutamente lamentável’

LÍDER: É possível comparar 2016 com o ano passado? Houve evolução?
Sim, houve uma evolução em relação ao ano passado, quando não conseguimos chegar aos playoffs. Aprendemos muito, melhoramos em muitos aspectos. O que mais evoluiu foi a defesa, que cresceu muito nas mãos do John McGraw, adquiriu confiança. OS erros de fundamentos praticamente não aconteceram, mesmo com o elenco reduzido. Infelizmente, falta estrutura para trabalharmos. Pela primeira vez desde 2009, não fizemos sequer um jogo em Piracicaba, o que é absolutamente lamentável. É algo desmotivante para a torcida e para os atletas acaba sendo também. É o ponto mais negativo do nosso ano.

LÍDER: O que é preciso melhorar no setor de ataque?
A parte ofensiva precisa realmente melhorar. A proteção ao QB, por exemplo, é algo importante e precisamos aprimorar. Estamos evoluindo, os nossos jogadores estão adquirindo experiência. O ataque é o setor mais crítico de qualquer equipe. A linha ofensiva é o setor mais sensível: se você tem uma linha ofensiva bem preparada, você consegue avançar tanto no jogo corrido quanto no jogo aéreo, mesmo em uma eventual ausência do QB titular.

LÍDER: Qual é a projeção que se faz para 2017?
Nosso trabalho daqui em diante é agregar mais jogadores, trazer de volta atletas que se afastaram da equipe por motivos financeiros, o que depende de uma série de fatores. Também temos que recuperar os atletas lesionados e lutar para voltar a jogar em Piracicaba, afinal nossa equipe se chama Piracicaba Cane Cutters. Estamos conscientes de que o ideal é algo melhor do que fizemos, mas sabemos que há potencial para evoluir bastante. É o que pretendemos colocar em prática ano que vem.

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