Opinião

Bola pra frente…

Em 27 de outubro de 2004, o mundo do futebol ficou perplexo com a morte do zagueiro Serginho, do São Caetano. A cena da tragédia no Morumbi, com fatos marcantes como a ambulância trancada e jogadores chorando, ainda é nítida na memoria de muita gente. De lá pra cá, muita coisa mudou e para melhor, como por exemplo, maior preocupação com exames médicos e regras mais rígidas.

No entanto, depois de mais de dez anos de um dos maiores dramas da história do futebol brasileiro e de outras ocorrências, um fato acontece bem “debaixo do nosso nariz”. De repente, um atleta de alto rendimento, com passagens por clubes como Santos e Grêmio e, o mais triste, com apenas 21 anos e toda carreira pela frente, morre após sofrer um mal-súbito durante um treinamento uma semana atrás. Algo até então inimaginável.

A morte de Canavarros, apontada pelos médicos com uma fatalidade, nos faz refletir sobre a importância de medidas preventivas diante de um cenário cada vez mais voltado para a parte física, onde a técnica, na maioria dos casos, é deixada de lado. Talvez sejam necessários exames ainda mais criteriosos que os já realizados. Entretanto, a imprevisibilidade do comportamento humano não permite que seja zerado o risco de um atleta ou qualquer pessoa sofrer morte súbita – ainda que a medicina evolua.

Sobre a equipe, a primeira impressão foi boa. Dono de uma qualidade técnica inferior ao adversário, o XV foi bem principalmente na parte defensiva e levou perigo ao Corinthians. Destaques para as seguras duplas de zaga e de volantes – apesar do erro de Léo Salino no último lance do jogo. Parecia juvenil! E os atacantes Rodrigo Silva e Diney. Jogando em casa, o Alvinegro terá que sair mais e tomar iniciativa. Nesse cenário, o meia Gilsinho pode ganhar um lugar na equipe titular, talvez na vaga do apagado Aloísio. Agora, é bola pra frente!

Leandro Bollis é jornalista, narrador da Rádio 105FM há cinco anos e comentarista do programa Século 21 Esporte na Rede Século 21.

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