Opinião

Bola parada: o terror do XV na Série A2

Se na Copa Paulista o XV de Piracicaba teve destaque pelos gols marcados em lances originados na bola parada, a realidade na Série A2 é outra. Dos 13 gols sofridos na competição, oito foram desta forma. A bola parada tem sido um terror para o Alvinegro na Série A2. Uma dor de cabeça a mais para o novo treinador trabalhar. Ainda é cedo para dizer se o trabalho de Ronaldo Guiaro no comando do XV de Piracicaba dará certo ou não. O que posso dizer é que a primeira impressão, em Rio Claro, agradou.

Embora os atletas sejam os mesmos e o sistema tático já tenho sido testado durante o Campeonato Paulista, a motivação e o empenho dos jogadores foram diferentes. Não porque queriam derrubar o treinador anterior; aliás, não acredito nesta hipótese. Mas, sim, porque a vontade de mostrar trabalho para o novo técnico e buscar um espaço no time titular foi renovada.

Apesar de muito criticado no início do campeonato, o meia Gilsinho foi um dos atletas que se destacaram na partida em Rio Claro. Isso não quer dizer que o XV não precisa mais correr atrás de um camisa 10, muito pelo contrário: precisa de um meia que chegue para jogar e possa inclusive ficar para a Série D do Brasileiro. Sobre quem fica e quem sai para a competição seguinte, falaremos em outra oportunidade.

O aproveitamento de pontos no Barão da Serra Negra é muito abaixo do esperado (apenas 53,33%). Os sete pontos desperdiçados em casa colocariam o Alvinegro na briga direta pela classificação para a próxima fase. Time que não faz a lição de casa bem feita, acaba brigando contra o rebaixamento. Restam nove jogos para o término da primeira fase, sendo cinco no Barão. Vencer mais quatro partidas em casa acredito ser suficiente para o XV permanecer na Série A2. Para classificar, creio que no mínimo sete vitórias seriam necessárias. Está muito difícil, mas enquanto houver esperanças, ainda é possível acreditar.

Marcelo Sá é radialista e jornalista na Rádio Jovem Pan News Piracicaba

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