Opinião

Balanço

O XV de Piracicaba ficou dez jogos invicto. Na Copa Paulista, isso não quer dizer nada. Pelo nível e o sistema de disputa. No Canindé, não pode perder. A invencibilidade de dois meses, agora, não faz qualquer diferença.

Mirassol e São Paulo, equipes juvenis, neutralizaram o XV. Isso incomoda. Contra o São Paulo, as jogadas mais perigosas do XV vieram a partir de cobranças de lateral para a área. O gol foi assim. É pouco e revela pobreza tática. Na coletiva pós Linense, questionei Evaristo Piza. A resposta foi: “Eu não gosto, mas, depois que o Palmeiras foi campeão brasileiro assim, percebi que é válido”. Na época, o XV estava invicto. Reagir rápido é fundamental para que abafar as críticas.

Mateus Pasinato errou contra o São Paulo. Novamente, foi criticado pelos torcedores. É inegável a dificuldade para sair do gol. Nas críticas que se faz ao goleiro, sobra para a imprensa, acusada de protegê-lo. Não vejo proteção, especificamente, mas, confesso que a postura correta e comprometida de Mateus Pasinato, dia a dia, pesa na avaliação da imprensa, o que não deveria influenciar em análise de jogo. É bom goleiro, mas tem uma deficiência clara. Simples.

A benevolência do XV com Rodrigo é algo insólito. Não entendo o curto prazo do contrato. Não entendo como, sendo zagueiro (bom zagueiro), ganhou repentinamente a posição de Gilson, que é volante (bom volante) de ofício. A titularidade de Alex Willian é mais compreensível, porém, o meia precisa jogar mais bola do que tem jogado. No único jogo que fez pela Série D do Brasileiro, deixou boa impressão. Washington Tito, idem.

No lugar de Evaristo Piva, eu faria o simples: Gilson de cão de guarda e a volta da referência no ataque. Rafael Gomes está recuperado, Rodolfo foi regularizado e Maikon Aquino, quando entrou, foi bem. Opção, o treinador tem.

Leonardo Moniz é jornalista e editor de conteúdo do LÍDER

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