Futebol Americano

Atletas fazem ‘vaquinha’ para defender o país

Seleção feminina pede ajuda para competir; Cutters divulgam campanha

Equipe feminina de futebol americano dos Cane Cutters
O time feminino dos Cane Cutters foi criado em julho de 2014 (Foto: Mauricio Bento/Líder Esportes),

A seleção brasileira feminina de flag football, modalidade do futebol americano, viaja no fim deste mês para o Panamá, onde disputa entre os dias 29 de abril e 1º de maio as eliminatórias para o Mundial da categoria. O Brasil tenta se classificar pela terceira vez para a competição, mas esbarra na maior dificuldade de qualquer esporte amador: a falta de recursos. A CBFA (Confederação Brasileira de Futebol Americano) não tem patrocinadores. Para tentar uma vaga no Mundial, jogadores e comissão técnica terão que pagar do próprio bolso os custos da viagem ao Panamá.

A solução encontrada foi a criação de uma ‘vaquinha’ virtual, em que qualquer pessoa pode doar o valor que quiser. O objetivo da campanha, criada no início de março, é arrecadar R$ 30 mil – nesta quinta-feira (7), o montante doado bateu a casa de R$ 2 mil (clique aqui para participar). Em Piracicaba, a campanha foi divulgada no último domingo (3), na abertura do Campeonato Paulista masculino da modalidade, entre Piracicaba Cane Cutters e Barretos Bulls, que terminou com vitória da equipe visitante. Na cidade, o futebol americano feminino existe, oficialmente, desde julho de 2014.

CONCORRÊNCIA

A seleção brasileira briga com Guatemala, Ilhas Cayman, Honduras e Panamá pela última vaga ‘americana’ no Mundial – Canadá, EUA e México já estão classificados. Para formar o elenco, a comissão técnica testou 45 atletas, mas apenas 14 foram convocadas. O flag football é uma adaptação do futebol americano e tem como maior diferença o término de cada jogada: em vez de derrubar o adversário, é preciso retirar uma das duas bandeiras que ficam na cintura – são cinco atletas de cada lado em um campo de 70×25 jardas, com contato limitado e sem equipamento de proteção.

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