Canoagem

Arthur e Bruno perto de vaga inédita no Mundial

Irmãos Cataldo são apontados como promessas da canoagem piracicabana

Arthur e Bruno Cataldo, atletas da equipe de canoagem da Ascapi
Atthur e Bruno Cataldo fazem planos ambiciosos para o Mundial de 2019, no Brasil (Foto: Líder Esportes)

A sintonia entre Arthur e Bruno Cataldo é maior do que a comum entre dois irmãos. Aliás, não é exagero dizer que um depende do outro. Na água é assim: Arthur rema de um lado e, de forma sincronizada, Bruno rema do outro, sempre na mesma direção. A parceria existe há três anos e começa a dar resultados: a dupla piracicabana está cotada para disputar o Campeonato Mundial de Canoagem Slalom – Júnior e Sub-23. O evento será realizado em Cracóvia, na Polônia, entre os dias 13 e 17 de julho. Os irmãos aguardam apenas o ‘sinal verde’ da CBCa (Confederação Brasileira de Canoagem) para confirmar a inédita vaga para o Mundial.

Arthur e Bruno competem juntos há três anos na categoria canoa dupla C2

“A possibilidade de disputar a competição é alta e nós encaramos como uma experiência nova. Na C2 (categoria canoa dupla), o sincronismo é muito importante, um precisa do outro”, disse Bruno, de 15 anos, que admite seguir os passos do irmão mais velho, Arthur, que tem 17. Foi ele que trouxe o ‘caçula’ para a canoagem. “Um professor na escola falou que tinha aula gratuita na lagoa do Parque da Rua do Porto e eu me interessei. Pedi para minha mãe me trazer e comecei a praticar naquele dia mesmo”, contou Arthur.

A dupla leva o esporte a sério e faz planos a longo prazo. A ideia deles é brigar pelo título mundial júnior e sub-23 em 2019, quando a competição será disputada no Rio de Janeiro. O trabalho realizado pela Ascapi/Selam (Associação de Canoagem de Piracicaba) é elogiado por ambos. “Aprendemos muito. Hoje, temos todas as condições de competir com os melhores do Brasil”, afirmou Bruno. “Evoluímos também na questão de controlar a afobação, competir com a cabeça no lugar”, completou Arthur.

A categoria C2 é disputada em corredeiras e, no circuito, os atletas têm de contornar as balizas a favor e contra a correnteza. Cada toque na baliza é penalizado com acréscimo de tempo – vence quem completar o percurso com o menor tempo. “A falta prejudica muito o resultado, as diferenças de tempo são sempre pequenas”, disse Bruno. Sobre os adversários que devem enfrentar em Cracóvia, os irmãos Cataldo elogiam o trabalho de base feito no exterior, mas veem evolução no Brasil. “Eles estão adiantados, mas a canoagem aqui no Brasil é bem mais recente. A margem de melhora existe, mas estamos evoluindo bastante”.

Arthur e Bruno Cataldo, atletas da equipe de canoagem da Ascapi

Os irmãos Cataldo treinam na lagoa do Parque da Rua do Porto: sincronia é essencial (Foto: Líder Esportes)

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